Julgamento da maior apreensão de cocaína na Guiné-Bissau começa sob fortes medidas de segurança

O julgamento de 12 pessoas detidas na maior apreensão de cocaína na Guiné-Bissau começou hoje em Bissau, nas antigas instalações do Supremo Tribunal de Justiça, sob fortes medidas de segurança.

Julgamento da maior apreensão de cocaína na Guiné-Bissau começa sob fortes medidas de segurança

Julgamento da maior apreensão de cocaína na Guiné-Bissau começa sob fortes medidas de segurança

O julgamento de 12 pessoas detidas na maior apreensão de cocaína na Guiné-Bissau começou hoje em Bissau, nas antigas instalações do Supremo Tribunal de Justiça, sob fortes medidas de segurança.

No local, situado em Bissau Velho, era visível um forte dispositivo de segurança, estando condicionada a passagem de viaturas e pessoas.

No âmbito do processo foram constituídos suspeitos 12 pessoas, nomeadamente sete guineenses, três colombianos, um mexicano e um maliano, estando em fuga um guineense e um mexicano, que lideravam a organização e para quem foi emitido um mandado de captura internacional.

As 12 pessoas são suspeitas de indícios da prática de crime de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais.

Em setembro, a PJ guineense anunciou a apreensão de 1.869 quilogramas de cocaína no norte da Guiné-Bissau no âmbito de uma operação, que ficou conhecida como “Navarra”.

Segundo a acusação do Ministério Público, a que a Lusa teve acesso, seis dos suspeitos “agruparam-se entre si com a intenção de, por forma concertada, em atuação articulada, estruturada e continuada no tempo, darem concretização a um plano, gizado por uns e aceite por outros, que tem como finalidade a introdução de grandes quantidades de produtos estupefacientes, neste particular, cocaína na Guiné-Bissau”.

O Ministério Público refere também que o suspeito mexicano era o “chefe principal da agremiação na Guiné-Bissau” e era coadjuvado por um guineense na “preparação e coordenação de todas as operações em terra, antes, durante e depois dos desembarques do produto estupefaciente”.

Os dois, segundo o Ministério Público, deslocavam-se “amiúde” à ilha de Caravela, Quinhamel, Ponta Pedra, Canchungo, Caio e Djita, onde “estudavam o terreno e estabeleciam contactos com vista a preparar e facilitar as operações de desembarque”.

O Ministério Público salienta que para disfarçar as “operações de tráfico de droga” foram criadas empresas, com sede em Bissau, e ainda uma fábrica de gelo, em Varela, um propriedade agro-rural, no Saltinho, um restaurante, em Bissau, e um “cacifo”, em Caio, que “serviam, às vezes, de locais de armazenamento dos referidos produtos estupefacientes”.

No âmbito da investigação, foram também congeladas várias contas bancárias e propriedades, que o Ministério Público pede que revertam a favor do Estado.

Em novembro, o Tribunal Regional de Bissau condenou a penas entre os 14 e 15 anos de prisão três pessoas detidas no âmbito da operação “Carapau”, que culminou com a apreensão de 789 quilogramas de cocaína, apreendidas em 08 de março.

MSE // VM

By Impala News / Lusa

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