Juízes de instrução de Paris investigam Governador do Banco Central do Líbano

Juízes de instrução do departamento de anticorrupção parisienses estão a investigar o património do Governador do Banco Central do Líbano, Riad Salamé, que acreditam estar envolvido na “lavagem de dinheiro de gangues organizados e associações criminosas”.

Juízes de instrução de Paris investigam Governador do Banco Central do Líbano

Juízes de instrução de Paris investigam Governador do Banco Central do Líbano

Juízes de instrução do departamento de anticorrupção parisienses estão a investigar o património do Governador do Banco Central do Líbano, Riad Salamé, que acreditam estar envolvido na “lavagem de dinheiro de gangues organizados e associações criminosas”.

A informação é confirmada hoje pelo Ministério Público Financeiro (MPF) citado pela agência de notícias France Presse (AFP).

O PNF abriu a 2 de julho “uma investigação judicial” contra “acusações de lavagem de dinheiro em gangues organizadas e associações criminosas”, especificou o processo anticorrupção citado pela AFP.

As autoridades francesas começaram a investigar no final no mês de maio, após receberem duas denúncias apresentadas por associações contra o Sr. Salamé e a sua comitiva, que também está a ser alvo de investigações na Suíça e conta com uma denúncia no Reino Unido.

Os juízes de instrução do centro financeiro do tribunal de Paris nomeados neste caso beneficiam de poderes de investigação mais amplos, nomeadamente em matéria de cooperação internacional ou de possível apreensão de bens de suspeitos, explica a AFP.

Em declarações à AFP, o advogado de Riad Salame disse ter pedido acesso ao processo, defendeu que o seu cliente é inocente e ripostou: “Somos os primeiros a apresentar queixa por denúncia caluniosa e tentativa de fraude na sentença contra o dispensário francês que distribuiu o primeiro relatório de investigação”, disse o causídico

Já dois dos advogados que representam os queixosos defenderam que existe “todo um mecanismo sistémico de evaporação e lavagem de quantias gigantescas (de dinheiro) que serão trazidas à luz”.

As denuncias de alegados crimes partiram da associação Sherpa e do “Coletivo de Vítimas de práticas fraudulentas e criminosas no Líbano “, formadas por poupadores saqueados durante a crise que atinge o país desde 2019.

Estas associações também têm acesso a investigações e podem solicitar atos de investigação aos magistrados.

Essas investigações francesas, assim como as averiguações na Suíça, pretendem esclarecer a origem do “rico património imobiliário de Salamé”, uma figura odiada pelos libaneses, uma vez que o país está a atravessar a pior crise económica da sua história.

Salame, agora tem 70 anos, chegou ao principal cargo no Banco Central Libanês em 1993, depois de ter trabalhado durante duas décadas como banqueiro de investimentos na Merill Lynch, em Beirute e em Paris.

SIM // RBF

By Impala News / Lusa

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