China. Jovens vendem óvulos que podem valer mais de 10 mil euros

Apesar de a lei chinesa proibir o comércio de óvulos humanos, a procura por casais que não podem ter filhos continua a ser alta, avança a imprensa chinesa.

China. Jovens vendem óvulos que podem valer mais de 10 mil euros

China. Jovens vendem óvulos que podem valer mais de 10 mil euros

Apesar de a lei chinesa proibir o comércio de óvulos humanos, a procura por casais que não podem ter filhos continua a ser alta, avança a imprensa chinesa.

Jovens estudantes de algumas das melhores universidades da China estão a vender os seus óvulos por um preço até 100 mil yuan (13.000 euros) cada, revelou esta terça-feira, 14 de maio, o jornal chinês Beijing Youth Daily. O desempenho académico, altura e aparência são as três características mais valorizadas.

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As doadoras «comuns» recebem em média cerca de 10.000 yuan (1300 euros). Há também quem troque os óvulos por um ‘smartphone’ novo, detalha o jornal. Segundo a investigação, as transações ilícitas são arranjadas por um intermediário, embora alguns casais prefiram procurar a doadora diretamente.

O Beijing Youth Daily escreve que a infertilidade é a principal razão que leva as famílias a recorrer a este esquema. A China, país onde vive cerca de 18% da humanidade, aboliu a 1 de janeiro de 2016 a política de «um casal, um filho», pondo fim a um rígido controlo da natalidade que durava desde 1980.

Mas, para casais em idade avançada, a medida veio tarde demais. A reportagem revela ainda que alguns hospitais particulares fornecem óvulos a intermediários. Os hospitais injetam grandes doses de hormonas na doadora ao longo de 10 dias, para estimular a produção de ovos a uma taxa muito mais rápida do que o normal.

Em 2016, dois intermediários foram detidos em Cantão, sul da China, por recolherem óvulos de uma mulher, que teve que remover um ovário mais tarde devido a complicações médicas. Segundo a legislação chinesa, a compra e venda de óvulos é proibida e só pode ser doada como gesto de caridade.

Contudo, a alta procura por serviços de fertilização ‘in vitro’, desde que a política de filho único foi abolida, tem alimentado o comércio ilícito.

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