Jovem morre após 112 desvalorizar queixas: «Não te oiço a asfixiar»

Aitor García Ruiz entrou em morte cerebral e, quatro dias depois, morreu.

Jovem morre após 112 desvalorizar queixas: «Não te oiço a asfixiar»

Jovem morre após 112 desvalorizar queixas: «Não te oiço a asfixiar»

Aitor García Ruiz entrou em morte cerebral e, quatro dias depois, morreu.

A mãe de Aitor García Ruiz ligou para o INEM112, em Madrid – quando o filho, de 24 anos, lhe disse que não conseguia respirar. Quem atendeu a chamada do outro lado da linha não deu importância e, quatro dias depois de ter entrado em morte cerebral, Aitor morreu.

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A autópsia apurou que o jovem sofreu uma embolia pulmonar. Os pais do jovem acusam o serviço de emergência de não ativar o protocolo adequado ao não ter enviado uma ambulância no dia 14 de janeiro de 2018. Esta quinta-feira, 7 de novembro, numa conferência de imprensa organizada pela Associação de Defesa do Paciente, foi ouvida a primeira gravação da chamada.

Na conversa é possível ouvir a mãe de Aitor a dizer que o filho não consegue respirar e o paramédico a pedir para falar com o jovem. Após passar o telemóvel e o jovem repetir o que a progenitora disse, o homem refere: «não te oiço a asfixiar». Ao longo da conversa, Carmen Ruiz foi questionada sobre se o filho estava a fazer tratamento psiquiátrico.

Jovem «não voltou a abrir os olhos» após conversa com paramédico

Após desligar a chamada, Carmen Ruiz viu o filho perder os sentidos. «Não voltou a abrir os olhos», revelou ao El Mundo. «Gastou o pouco ar que lhe restava a dizer que estava a asfixiar. Mal desliguei o telefone perdeu os sentidos.» Depois de uma nova chamada para o INEM, uma ambulância chegou. «Não podemos ter a certeza de que o meu filho se podia ter salvado, mas o que é certo é que se perdeu a oportunidade para que vivesse», lamentou o pai do jovem.

Os pais de Aitor exigem uma indemnização de 175 mil euros à Comunidade de Madrid, pela morte do filho. A Comunidade de Madrid assegurou ao El Mundo que tudo foi feito corretamente e que a conversa com o paramédico não determinava que o jovem estivesse a asfixiar. Carlos Sardinero, advogado do casal, pretende que os áudios da chamada sejam ouvidos em tribunal.

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