Jornalista afegã ligada aos direitos das mulheres morta a tiro

Mina Mangal, jornalista que desenvolvia vários temas sobre os direitos das mulheres, foi morta a tiro, no sábado passado, quando ia para o trabalho.

Jornalista afegã ligada aos direitos das mulheres morta a tiro

Jornalista afegã ligada aos direitos das mulheres morta a tiro

Mina Mangal, jornalista que desenvolvia vários temas sobre os direitos das mulheres, foi morta a tiro, no sábado passado, quando ia para o trabalho.

Mina Mangal foi assassinada a tiro na manhã deste sábado, 11 de maio, quando se dirigia para o trabalho, em Kabul. A jornalista era conhecida por fazer vários trabalhos sobre os direitos das mulheres.

Segundo a Al Jazeera, a jornalista foi atingida a tiro por dois homens enquanto esperava por uma boleia que a levaria para a câmara baixa do parlamento, onde era conselheira cultural.

A Radio Free Europe/Radio Liberty revela ainda que os atacantes antes de dispararem sobre Mangal, deram vários tiros para o ar para dispersar a população que se encontrava naquele local. Depois de balearem a jornalista, os suspeitos fugiram de mota. Para já, o ataque ainda não foi reivindicado e a polícia ainda não tem suspeitos.

Mina Mangal desenvolvia matérias relacionadas sobretudo sobre os direitos das mulheres. Defendia a educação feminina e lutava contra a prática de casamentos forçados. A jornalista ter-se-à divorciado este ano do homem com quem foi obrigada a contrair matrimónio, em 2017.

A agência Reuters avança que Mangal estaria a ser alvo de ameaças de morte nos últimos tempos. O crime ocorre num momento em que decorrem negociações entre os Estados Unidos e os Talibã sobre a saída dos norte-americanos do Afeganistão. Os Talibã são também conhecidos por defenderem que as mulheres não podem trabalhar, estudar ou sair de casa sem estarem acompanhadas por um homem.

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