Jack, o «espírito bom» que ajudava ex-reclusos. Morreu esfaqueado no ataque em Londres

No dia do ataque, o jovem preparava-se para dar início a uma conferência que organizou, juntamente com o Instituto de Criminologia, da Universidade de Cambridge, sobre a reabilitação de ex-reclusos.

Jack, o «espírito bom» que ajudava ex-reclusos. Morreu esfaqueado no ataque em Londres

Jack, o «espírito bom» que ajudava ex-reclusos. Morreu esfaqueado no ataque em Londres

No dia do ataque, o jovem preparava-se para dar início a uma conferência que organizou, juntamente com o Instituto de Criminologia, da Universidade de Cambridge, sobre a reabilitação de ex-reclusos.

Jack Merrit, de 25 anos, foi uma das vítimas mortais do ataque na Ponte de Londres, esta sexta-feira, 29 de novembro. Morreu esfaqueado por Usman Khanpor, o autor do crime, que foi abatido a tiro pela polícia.

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Suspeito do ataque era um dos assistentes da conferência organizada por Jack

No dia do ataque, o jovem preparava-se para dar início a uma conferência que organizou, juntamente com o Instituto de Criminologia, da Universidade de Cambridge, sobre a reabilitação de ex-reclusos. O suspeito do sinistro era um dos assistentes do evento.

Merrit estava no local do evento, o edifício Fishmongers, quando ouviu gritos e foi ver o que se passava. Acabou por morrer esfaqueado por Usman Khanpor. O ataque prolongou-se até à Ponte de Londres. Ainda não são conhecidas as identidades da outra vítima mortal (uma mulher) e dos três feridos.

Jack Merrit trabalhava no departamento de criminologia da Universidade de Cambridge e liderava o Learning Together, projecto focado na reabilitação de pessoas que já estiveram detidas. É descrito pelo pai – que lhe prestou uma homenagem nas redes sociais – como um «espírito bom» que ficava sempre «do lado dos oprimidos».

Atacante de Londres esteve preso por terrorismo e usava pulseira eletrónica

Usman Khanpor vivia em Staffordshire, Stafford (Inglaterra), e já tinha sido condenado por crimes de terrorismo. Terá sido ainda condenado pela criação de uma unidade que se dedicava ao treino terrorista numa casa da sua família em Caxemira, Paquistão. Cumpriu seis anos de prisão e foi libertado em dezembro de 2018, sem que tenha sido sujeito a uma avaliação para se perceber se continuava a ser um perigo público. Desde então que, segundo o The Times, usava uma pulseira eletrónica.

Suspeito imobilizado por pessoas que se encontravam na Ponte de Londres

Khanpor foi imobilizado por pessoas que se encontravam na ponte até as autoridades chegarem. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não deixou de saudar a coragem destes homens que já são apelidados de «heróis» nas redes sociais. «Quero agradecer aos serviços de emergência, que avançaram na direção do perigo, e aos civis que mostraram uma coragem extraordinária ao intervirem fisicamente.»

Texto: Jéssica dos Santos

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