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Itália desconhece pedido de asilo de diplomata norte-coreano

Itália desconhece pedido de asilo de diplomata norte-coreano

O Governo de Itália desconhece qualquer pedido de asilo por parte de um alto diplomata norte-coreano destacado em Itália e que estaria fugido desde novembro, disse uma fonte próxima do Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano.

O Governo de Itália desconhece qualquer pedido de asilo por parte de um alto diplomata norte-coreano destacado em Itália e que estaria fugido desde novembro.

“Não estamos cientes” de qualquer pedido de asilo, disse a fonte à agência noticiosa francesa AFP, acrescentando que o Ministério italiano só recebeu um pedido de substituição deste diplomata norte-coreano destacado em Roma.

Não é claro se o diplomata pediu asilo a alguma embaixada ou consulado estrangeiro em Itália, adianta por seu lado a Associated Press.

Um alto funcionário da diplomacia norte-coreana destacado em Itália fugiu e está agora escondido, disse hoje um parlamentar sul-coreano, após uma reunião à porta fechada com funcionários dos serviços de informação sul-coreanos.

“A missão do embaixador interino Jo Song Gil deveria terminar no final de novembro. Fugiu do complexo diplomático no início de novembro” com a sua mulher, declarou aos jornalistas Kim Min-ki.

Este encontro entre os serviços de informação e deputados da Coreia do Sul aconteceu após o diário sul-coreano JoongAng Ilbo publicar que Jo Song Gil havia pedido asilo com a sua família num país ocidental.

O embaixador “pediu asilo no início do mês passado”, diz uma fonte diplomática citada pelo jornal.

Segundo a mesma fonte, este caso está a ser uma dor de cabeça para as autoridades italianas, que, no entanto, “estão a protegê-lo num lugar seguro”.

Esta deserção faz lembrar a realizada pelo ex-número dois da embaixada norte-coreana na Grã-Bretanha, Thae Yong-Ho, um dos mais altos diplomatas da Coreia do Norte, que desertou nos últimos anos.

Jo, de 48 anos, exercia o cargo interinamente desde outubro de 2017, quando a Itália pediu ao embaixador da Coreia do Norte, Mun Jong-Nam, que ainda não estava totalmente credenciado, que deixasse o país em protesto contra o lançamento de mísseis e testes nucleares conduzidos por Pyongyang.

A Itália é uma das missões importantes da rede diplomática norte-coreana, uma vez que lida especialmente com as relações entre Pyongyang e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), sediada em Roma.

A Coreia do Norte enfrenta regularmente escassez severa de alimentos.

Jo é “conhecido como sendo o filho, ou um genro de um dos mais altos responsáveis do regime de Pyongyang”, publicou o JoongAng Ilbo, citando um especialista não identificado.

As auridades norte-coreanas obrigam a maioria dos diplomatas norte-coreanos a deixar os membros da família, muitas vezes crianças, no país, com o objetivo de desencorajá-los a desertar quando são enviados para o exterior.

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Jo Song Gil, no entanto, chegou a Roma em maio de 2015 com sua a esposa e filhos, sugerindo que poderia ser de uma família privilegiada, segundo o jornal, observando que as razões precisas para a sua deserção não são ainda conhecidas.

Na época de sua deserção, Thae Yong-Ho justificou a sua atitude com o desejo de oferecer um futuro melhor para seus três filhos.

 

 

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