Internado por matar ‘pai’ à pedrada e incendiar apartamento

Amadeu Vieira, de 65 anos, foi assassinado por Paulo Lobo, de 47, com pedras da calçada. A vítima foi atingida na cara e na cabeça por quem em tempos lhe chamou de ‘pai’.

Internado por matar 'pai' à pedrada e incendiar apartamento

Internado por matar ‘pai’ à pedrada e incendiar apartamento

Amadeu Vieira, de 65 anos, foi assassinado por Paulo Lobo, de 47, com pedras da calçada. A vítima foi atingida na cara e na cabeça por quem em tempos lhe chamou de ‘pai’.

Paulo Lobo, de 47 anos, começo discussão com Amadeu Vieira, de 65, a quem em tempos chegou a chamar ‘pai’, e rapidamente a situação escalou para violentas agressões nas escadas do prédio onde o mais velho residia, no Seixal.

O homem agarrou numa das pernas de Amadeu e arrastou-o para a rua, atirando-lhe pedras da calçada até o matar. Quando a vítima já não reagia, voltou a entrar no edifício e ateou fogo ao apartamento.

Durante a discussão, a vítima ainda tentou voltar para o apartamento, mas sem sucesso. Acabou por ser atingido com uma cabeçada e arrastado brutalmente pelas escadas do prédio. Já na rua, o agressor pegou em várias pedras da calçada e atirou-as à cara e cabeça da vítima.

O homicida despiu depois o corpo de Amadeu e correu para dentro do prédio, onde começou um incêndio, provocando “o pânico generalizado” entre os vizinhos, 18 dos quais sofreram ferimentos por inalação de fumo. Paulo fugiu do local, mas acabou por ser detido por inspetores da Polícia Judiciária de Setúbal. Apresentava sinais evidentes de estar alcoolizado.

Tal como escreve o Correio da Manhã, os juízes condenaram Paulo Lobo, conhecido por ‘Catita’, pelos crimes de homicídio simples e de incêndio, mas teve em consideração a “anomalia psíquica grave de que padece”, ordenando por isso que deve ser alvo de internamento num estabelecimento psiquiátrico. A pena tem uma duração nunca inferior a três anos e um teto máximo de 16. A decisão vai ao encontro do que foi pedido pelo Ministério Público, quando formulou a acusação, e na qual era descrita a violenta morte do antigo professor, tratado na zona pelas alcunhas de ‘Juve’ ou ‘Sportinguista’, e na casa do qual o homicida cresceu.

Os crimes ocorreram a 21 de outubro de 2019 e o Tribunal de Almada decidiu agora declarar o homicida como inimputável.

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