Instrução do processo de Rui Pinto arranca hoje. Saiba quais os crimes de que é acusado

A fase de instrução do processo de Rui Pinto, criador do Football Leaks, acusado de 147 crimes de acesso ilegítimo começa hoje, em Lisboa.

Instrução do processo de Rui Pinto arranca hoje. Saiba quais os crimes de que é acusado

Instrução do processo de Rui Pinto arranca hoje. Saiba quais os crimes de que é acusado

A fase de instrução do processo de Rui Pinto, criador do Football Leaks, acusado de 147 crimes de acesso ilegítimo começa hoje, em Lisboa.

A instrução, fase facultativa que visa decidir por um juiz de instrução criminal (JIC) se o processo segue e em que moldes para julgamento, foi requerida pela defesa dos dois arguidos no processo, Rui Pinto e o advogado Aníbal Pinto, e vai decorrer no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, no Campus da Justiça.

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Inicialmente marcado para 12 de dezembro, o início da instrução foi adiado para esta quarta-feira, 18 de dezembro, às 10h30, devido ao impedimento de Aníbal Pinto, por questões de agenda, disse anteriormente à agência Lusa fonte do TIC de Lisboa.

A mesma fonte do TIC precisou que a JIC Cláudia Pina reagendou para quarta-feira as mesmas diligências instrutórias previstas para o dia 12, como o interrogatório a Aníbal Pinto (que no requerimento de abertura de instrução pediu para ser ouvido) e o debate instrutório, após os quais a JIC deverá marcar data para a leitura da decisão instrutória.

O interrogatório ao arguido de Aníbal Pinto será à porta fechada, mas o debate instrutório e a leitura da decisão instrutória serão públicos. A defesa de Rui Pinto levantou um incidente de competência territorial para a realização desta fase, alegando que a mesma deve decorrer no TIC de Cascais e não no de Lisboa.

Rui Pinto acusado de 147 crimes

O hacker está acusado de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência (sete agravados), um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão, por aceder aos sistemas informáticos do Sporting, do fundo de investimento Doyen da sociedade de advogados PLMJ – que faz parte da defesa do Benfica no caso e-toupeira.

Segundo a acusação, à qual a agência Lusa teve acesso, entre 6 de novembro de 2018 e 7 de janeiro de 2019, o arguido «efetuou um total de 307 acessos» à Procuradoria-Geral da República, e obteve documentos dos processos de Tancos, Operação Marquês e BES. Entre janeiro de 2018 e janeiro de 2019, Rui Pinto consultou mais de 12 processos, ainda em segredo de justiça.

O Ministério Público afirma ainda que, de 2015 a 2019, «o principal arguido muniu-se de conhecimentos técnicos e de equipamentos adequados que lhe permitiram aceder, de forma não autorizada, a sistemas informáticos e a caixas de correio eletrónico de terceiros». Rui Pinto foi detido na Hungria a 22 de março de 2019 e entregue às autoridades portuguesas. Rui Pinto é também suspeito de ser o autor do furto dos e-mails do Benfica, em 2017.

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