Inquérito do INE sobre violência de género e doméstica avança para fase de recolha

O Inquérito sobre Segurança no Espaço Público e Privado do INE, que lida com violência de género e violência doméstica, vai para a rua ainda este mês, sendo parte de um projeto europeu.

Inquérito do INE sobre violência de género e doméstica avança para fase de recolha

Inquérito do INE sobre violência de género e doméstica avança para fase de recolha

O Inquérito sobre Segurança no Espaço Público e Privado do INE, que lida com violência de género e violência doméstica, vai para a rua ainda este mês, sendo parte de um projeto europeu.

Numa entrevista à agência Lusa, a propósito do inquérito sobre as origens étnico-raciais da população, o presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que o organismo está prestes a iniciar um outro inquérito, desta feita sobre a segurança no espaço público e privado.

“Basicamente lida com violência de género e violência doméstica”, adiantou Francisco Gonçalves de Lima, acrescentando que neste caso também foi realizado um inquérito piloto e que este projeto foi coordenado a nível europeu.

Segundo o responsável, o inquérito foi feito na “maior parte dos 27 países [da União Europeia]”, de forma voluntária, porque para ser transversal a todos os estados tem de haver consenso não só em termos políticos, mas também técnicos, sobre as matérias.

De acordo com o Francisco Lima, os entrevistadores foram formados com a ajuda da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e a fase de recolha começa ainda neste mês.

À semelhança do que foi feito no inquérito piloto, este inquérito final será feito com vários modos de recolha de informação, podendo ser feita pela internet, por telefone ou presencial, de modo a “ajustar ao máximo à preferência de quem está a responder”.

Este inquérito sobre vitimação é parte de um projeto do Eurostat para disponibilizar estatísticas comparáveis sobre violência doméstica e de género e os resultados deverão estar disponíveis até ao final deste ano.

Irá incidir sobre experiências de assédio sexual no trabalho, violência física, sexual, psicológica e económica, bem como violência na infância, para com isso “conhecer melhor a dimensão do fenómeno da violência doméstica e de género, assim como as suas características”, nomeadamente episódios de violência, vítimas e agressores.

SV // ZO

By Impala News / Lusa

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