Inocente libertado após cumprir injustamente 43 anos de pena de prisão [vídeo]

Um homem inocente que cumpriu 43 anos de prisão por triplo homicídio que não cometeu foi libertado de um estabelecimento prisional do Missouri, nos EUA.

Inocente libertado após cumprir injustamente 43 anos de pena de prisão [vídeo]

Inocente libertado após cumprir injustamente 43 anos de pena de prisão [vídeo]

Um homem inocente que cumpriu 43 anos de prisão por triplo homicídio que não cometeu foi libertado de um estabelecimento prisional do Missouri, nos EUA.

Foi libertado de uma prisão de alta segurança do Missouri, nos Estados Unidos da América, um homem inocente que cumpriu 43 anos de prisão por um triplo homicídio que, sabe-se agora, não cometeu. Agora, de acordo a lei deste estado norte-americano, Kevin Strickland teria direito a receber 44 euros por dia durante as duas semanas de confinamento antes de poder gozar a liberdade plena. A sociedade civil, contudo, não se conformou com a escassa quantia. Para ajudá-lo a iniciar uma nova vida, criaram um campanha GoFundMe, que já somou perto de 1,5 milhões de euros.

Acusado por falsa testemunha de triplo homicídio que não cometeu

Strickland foi enviado para a prisão em 1979, mantendo durante as mais de quatro décadas de prisão a versão de que era inocente. Foi acusado pelo homicídio de três pessoas e uma testemunha ocular, Cynthia Douglas, foi pressionada pela Polícia para apontar Strickland como autor do crime depois de ele ter sido detido apenas por um palpite. Kevin argumentou que no momento do homicídio estava em casa ver televisão e, na verdade, nenhuma evidência física o ligou ao local do crime.

Mais tarde, Cynthia Douglas contactou o Missouri Innocents Project – Projeto de Inocentes do Missouri – com o desejo de retratar o testemunho, mas morreu antes de ter sido recebida. Os filhos declararam que era vontade dela ver Strickland libertado, o que levou, 43 anos depois da condenação, à reabertura do caso e à consequente libertação de Kevin Strickland.

Na Blackstone’s Ratio – norma na base da presunção de inocência escrita em 1760 – diz que “a lei sustenta que é preferível que dez culpados escapem à Justiça do que um inocente condenado”. O fundador dos EUA, Benjamin Franklin, levou este princípio mais longe – transformando-o em 10 em 100 – e, com este espírito, a angariação de fundos em favor de Kevin levou 29 mil pessoas fazerem doações, na esperança de compensar as falhas dasociedade.

As primeiras declarações do homem inocente após a libertação

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