Infarmed garante que há alternativas para substituir Ben-u-ron

Xarope Ben-u-ron está em rutura de ‘stock’. Reposição não será possível em janeiro.

Infarmed garante que há alternativas para substituir Ben-u-ron

Infarmed garante que há alternativas para substituir Ben-u-ron

Xarope Ben-u-ron está em rutura de ‘stock’. Reposição não será possível em janeiro.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) assegurou este domingo, 29 de dezembro, que há alternativas no mercado para substituir o xarope Ben-u-ron, que está em rutura de stock em muitas farmácias, com a mesma forma farmacêutica e em quantidade suficiente.

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O Jornal de Notícias avança, citando a Associação Nacional de Farmácias (ANF), que ainda haverá xarope Ben-u-ron (um dos mais comprados para combater febre ou sintomas gripais em crianças) em stock em algumas farmácias, mas que a rutura será sentida em todo o país. Segundo uma fonte da ANF, a previsão é de que a reposição «não vai ser possível durante o mês de janeiro».

Helena Ponte: «Fabrico teve um problema de qualidade»

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do Gabinete de Disponibilidade do Medicamento do Infarmed, Helena Ponte, afirmou que a autoridade do medicamento foi notificada pela Bene Farmacêutica, empresa titular da autorização de introdução no mercado (AIM) do Ben-u-ron da situação de rutura

«O fabrico [do xarope] teve um problema de qualidade e a empresa titular da AIM agiu em conformidade e notificou o Infarmed com o tempo suficiente para nós realmente garantirmos o acesso a esse medicamento, o paracetamol em xarope 40 miligramas», disse Helena Ponte. Segundo a responsável, este medicamento tem alternativas no mercado nacional pela parte da Generis Farmacêutica, dos Laboratórios Basi e da Farmoz.

A notificação permitiu que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde fizesse o seu trabalho «na garantia do seu acesso durante o período que há uma grande probabilidade do medicamento Ben-U-Ron estar em rutura», sublinhou.

Durante esse período, salientou, o mercado nacional e todo o país terá «disponível o mesmo medicamento para ser consumido nas mesmas quantidades médias nesta altura do ano», assegurou Helena Ponte.

A responsável adiantou que a empresa farmacêutica para mitigar o impacto desta rutura reforçou a disponibilidade de outras formas farmacêuticas, mas o Infarmed pugnou para que houvesse alternativas com a mesma forma farmacêutica, independentemente de haver um reforço de comprimidos ou de supositórios, que não é o foco do problema da rutura.

Rutura até «fevereiro seria o pior dos cenários»

Questionada pela Lusa sobre se a rutura poderá ser até fevereiro, Helena Ponte afirmou que, neste momento, há «uma previsibilidade dessa rutura que pode ser superior, pode ser inferior, tendo em conta que é uma questão de qualidade».

«Diria que, se calhar, em fevereiro seria o pior dos cenários, mas até para a empresa porque, do ponto de vista do consumidor nacional, há o medicamento em Portugal», sustentou.

Mas, vincou, esses fatores já foram tidos em conta na análise do Infarmed. «Neste momento, já temos quantidade suficiente no mercado e em território nacional superior àquela que, em princípio, será necessária para o tempo de rutura, além dos mecanismos já ativados para a sua produção nas quantidades que forem necessárias», reiterou.

Para o Infarmed, a avaliação desta rutura foi de «impacto reduzido ou nulo», porque o medicamento está assegurado no mercado pelos genéricos.

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