Human Rights Watch pede novo mandato de missão da ONU no Sudão do Sul

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) apelou hoje ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para renovar e fortalecer um novo mandato de uma comissão da ONU no Sudão do Sul.

Human Rights Watch pede novo mandato de missão da ONU no Sudão do Sul

Human Rights Watch pede novo mandato de missão da ONU no Sudão do Sul

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) apelou hoje ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para renovar e fortalecer um novo mandato de uma comissão da ONU no Sudão do Sul.

Num comunicado publicado no seu portal online, a ONG pede ao Conselho dos Direitos Humanos que, além de renovar o novo mandato da Comissão dos Direitos Humanos no Sudão do Sul, assegure que esta tem os recursos necessários para realizar o seu trabalho.

Assim, a HRW pede que sejam garantidas as ferramentas para “recolher e preservar provas de sérias violações de direitos humanos e que os responsáveis sejam identificados”.

A HRW considera que a renovação do mandato é “de elevada importância”, face aos “continuados abusos e a desapontante falta de progresso” no estabelecimento de um tribunal que envolva a União Africana e o Sudão do Sul, dedicado à investigação e julgamento de crimes mais graves.

A ONG, com sede em Nova Iorque, apontou que, “caso não haja progressos no estabelecimento de um tribunal híbrido, o Tribunal Penal Internacional (TPI) continua a ser o tribunal global de último recurso e deve ser procurado”.

No comunicado, a organização não-governamental assinala que tanto o Governo como as forças rebeldes cometeram “graves crimes contra civis a uma escala enorme”, ao longo dos seis anos de guerra civil no país.

“Homicídios, destruição de propriedade, detenções ilegais, tortura, desaparecimentos forçados, violações e violência sexual” são alguns dos crimes que a HRW diz terem sido cometidos pelos envolvidos no conflito que deslocou mais de quatro milhões de pessoas num país com 12 milhões de habitantes.

A organização diz que, apesar de um acordo “revitalizante” em setembro de 2018, continua a testemunhar “abusos persistentes” em várias partes do país.

No comunicado, a HRW recorda o último relatório da comissão, que documentou “incidentes emblemáticos de violência contra civis” e que encontrou “que tanto o governo como as forças da oposição cometeram graves crimes que podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, embora não tenha conseguido identificar os dirigentes responsáveis.

O relatório citado pela ONG também registou “o papel poderoso e draconiano” dos serviços de inteligência e das forças de segurança do Sudão do Sul, que, de forma arbitrária, detiveram, torturaram e abusaram de detidos, ao mesmo tempo que estão implicados no desaparecimento de outros.

A guerra civil no país, iniciada há seis anos, pouco tempo depois de ter obtido a independência do Sudão, provocou 400.000 mortos e levou a que 2,47 milhões de pessoas tenham fugido para países vizinhos, além de 1,76 milhões de deslocados internos.

JYO // PVJ

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS