Homem condenado à pena de morte consegue provar inocência

26 anos depois de ter sido condenado à morte pela violação e homicídio de uma criança, Vicente Benavides consegue provar a sua inocência

Homem condenado à pena de morte consegue provar inocência

Homem condenado à pena de morte consegue provar inocência

26 anos depois de ter sido condenado à morte pela violação e homicídio de uma criança, Vicente Benavides consegue provar a sua inocência

Vicente Benavides foi condenado à morte, em 1993, pela violação e homicídio de uma bebé de dois anos. 26 anos depois, a advogada do mexicano encontrou novos pormenores que permitiram provar a inocência do homem. Aos 68 anos, o alegado suspeito recuperou a liberdade, depois de décadas preso injustamente.

O caso remonta a 1991, quando Vicente Benavides, de 42 anos, mexicano a viver na cidade de Delano, na Califórnia, estava a tomar conta da filha da namorada. O homem ter-se-à apercebido que a criança tinha saído do apartamento, e acabou por a encontrar «muito mal». Ao fim de oito dias, a criança acabou por morrer de um ataque cardíaco.

Na altura, os médicos terão encontrado feridas na zona genital do bebé e golpes na cabeça e no abdómen. Estes indícios foram usados pelas autoridades para tornar Vicente Benavides como o principal suspeito da morte da criança. O homem, que já tinha sido detido no passado, foi condenado à pena de morte, dois anos depois do alegado crime.

O suspeito sempre afirmou ser inocente, mas só o conseguiu provar décadas depois. Em 1999, o caso recebe a ajuda de uma nova advogada que acabou por descobrir novos contornos. Cristina Bordé descobriu que as provas até então usadas para incriminar Vicente Benavides tinham outros contornos.

«Ele não tinha histórico de violência nem abuso sexual (…) Quando começámos a avaliar as evidências médicas, ficou muito claro que tinha sido cometida uma grande injustiça», afirma a advogada em entrevista à BBC.

A advogada apercebeu-se que no primeiro boletim médico não foi detetada nenhuma ferida na zona genital da criança, tal como o patologista terá declarado na altura. «No primeiro hospital tentaram colocar um cateter para medir a temperatura. Os especialistas com quem falámos disseram que as feridas nos genitais foram resultado disso», explica a advogada.

A partir de então, a defesa do mexicano analisou as provas e os testemunhos apresentados durante o julgamento, com a ajuda de vários especialistas e confirmaram que «a causa da morte indicada pelo patologista que participou no julgamento era anatomicamente impossível». «Ele disse coisas completamente falsas.»

Os médicos que participaram no julgamento admitiram não terem visto os boletins completos, onde estava indicado que não existiam evidências de abuso sexual na criança, e reconheceram ainda que os ferimentos que o bebé apresentava poderão ter sido causados pelo tratamento.

Foram anos de luta pela inocência de Vicente Benavides que acabou por ser libertado no ano passado. O homem, de 68 anos, vive agora no México com a família e amigos. A advogada do homem diz ter-se emocionado no dia da libertação. «Consegui a maior vitória da minha vida: salvar uma vida», afirmou.

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