Homem com cancro terminal salvo por tratamento experimental

Robert Glynn recebeu o diagnóstico que ninguém quer ouvir: tinha um cancro terminal e restavam-lhe 12 meses de vida.

Homem com cancro terminal salvo por tratamento experimental

Homem com cancro terminal salvo por tratamento experimental

Robert Glynn recebeu o diagnóstico que ninguém quer ouvir: tinha um cancro terminal e restavam-lhe 12 meses de vida.

Robert Glynn foi diagnosticado com um cancro do ducto biliar e os médicos deram-lhe um ano de vida. No entanto, um medicamento experimental mudou por completo a vida do homem, de 51 anos. Um ensaio clínico de imunoterapia no The Christie de Manchester, fez com que se livrasse de todos os tumores. O diagnóstico chegou em 2020 por mero acaso. A verdade é que foi ao médico por culpa de dores… no ombro que até o impediam de dormir.

Foi então submetido a vários exames ao sangue, mas o cancro só foi detectado quando teve uma infecção na vesícula biliar. Um dia antes de fazer 49 anos, em agosto de 2020, foi informado que tinha um cancro intra-hepático das vias biliares, que estava em fase avançado e que já se tinha espalhado a glândula adrenal. Encaminhado para o The Christie, Robert recebeu a oportunidade de participar num ensaio experimental que combinava um medicamento de imunoterapia com quimioterapia.

Tumores diminuíram e operação foi possível

O tratamento fez com que um tumor no fígado diminuísse de 12 cm para 2,6 cm. O da glândula adrenal reduziu de 7 cm para 4,1 cm. Com estes resultados, o homem poderia ser operado para reduzir os agora pequenos tumores. A cirurgia teve lugar em abril e, para surpresa dos médicos, no local onde estavam os tumores, os cirurgiões encontraram apenas tecidos mortos: o tratamento tinha ‘exterminado’ todas as células cancerígenas. “Sinto-me muito sortudo porque tive o cancro durante dois anos e não fazia ideia”. Desde a cirurgia, Robert não passou por mais nenhum tratamento. Os exames regulares mostram que segue completamente livre de tumores.

O professor Juan Valle, que conduziu o estudo, diz que os resultados “podem levar a uma mudança na forma como tratamos pacientes como Robert no futuro”. Explica ainda que este caso era grave devido ao facto de os tumores terem um alto número de mutações genéticas. O professor também ressaltou a importância de uma medicina especializada no tratamento de cancros.

Robert mudou estilo de vida

Perante esta nova oportunidade, que muitos poucos se podem gabar de ter, Robert decidiu mudar radicalmente o seu estilo de vida. Cortou no consumo de alimentos processados, perdeu mais de 30 quilos e passa grande parte do tempo com a mulher, Simone, em caminhadas e a respirar o ar puro da natureza. “Percebi que não se pode confiar apenas nos médicos para ajudar, também temos de nos ajudar a nós próprios”. A fé e o otimismo também são importantes para quem enfrenta esta luta, acredita. “É importante ficar positivo e não desistir. Nunca acaba até que acabe”, conclui

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