Homem que sobreviveu a cancro terminal morre em acidente

Cerca de 20 dias após o início do tratamento, os exames de Vamberto Castro comprovaram que as células cancerígenas tinham desaparecido. Estava livre do cancro.

Homem que sobreviveu a cancro terminal morre em acidente

Vamberto Luiz de Castro, de 62 anos, tornou-se conhecido no Brasil e no mundo após recorrer a um tratamento inovador para curar um linfoma agressivo nos ossos em fase terminal. Superou o cancro, mas no dia 11 de dezembro sofreu um acidente doméstico, em Belo Horizonte, Brasil, e não resistiu a um traumatismo craniano. A família não quis adiantar mais detalhes sobre a morte de Vamberto.

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Vamberto Luiz recorreu a tratamento inovador para curar cancro

O brasileiro decidiu procurar o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para fazer um tratamento ainda experimental naquele país com células CAR-T. O paciente foi autorizado a submeter-se ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa.

Os médicos responsáveis pelo procedimento explicaram que a terapia celular faz com que as células T (tipo de célula do sistema imunológico) do paciente sejam alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais. Cerca de 20 dias após o início do procedimento, os exames de Vamberto Castro comprovaram que as células cancerígenas tinham desaparecido. Estava livre do cancro.

IPO do Porto administra terapia para cancro do sangue com células geneticamente modificadas

O IPO do Porto administrou pela primeira vez em Portugal, em maio deste ano, uma terapia no tratamento do cancro do sangue assente na modificação genética de células, que supõe uma taxa de sucesso de 40%.

O diretor da Clínica de Onco-Hematologia, José Mário Mariz, explicou à Lusa que esta terapia se aplica apenas a dois tipos de tumores – linfomas e leucemias – e em doentes cuja doença não está controlada, mesmo depois de submetidos a todas as terapêuticas convencionais.

40% desses doentes têm a doença controlada ao fim de dois anos

Com a administração desta nova terapia, José Mário Mariz revelou que 40% desses doentes têm a doença controlada ao fim de dois anos. «Não sendo excecional é bastante melhor do que o que tínhamos até agora. Há doentes em que a terapia vai falhar, infelizmente, mas cerca de 40% deles vão estar curados ou com a doença controlada ao fim de dois anos», frisou.

Texto: Jéssica dos Santos com Lusa

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