Há donos de postos de combustíveis que financiam o terrorismo, diz PR moçambicano

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, denunciou hoje a existência de proprietários de postos de combustível na província de Sofala, no centro de Moçambique, que usam o negócio para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo em Cabo Delgado, no Norte.

Há donos de postos de combustíveis que financiam o terrorismo, diz PR moçambicano

Há donos de postos de combustíveis que financiam o terrorismo, diz PR moçambicano

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, denunciou hoje a existência de proprietários de postos de combustível na província de Sofala, no centro de Moçambique, que usam o negócio para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo em Cabo Delgado, no Norte.

“Há proliferação de bombas de combustíveis na vossa província, não estou a proibir. Mas que usem métodos legais […] Nós temos informações de pessoas que usam estes meios para subsidiar o terrorismo”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi falava durante uma reunião com os conselhos executivo e de representação do Estado na província de Sofala, centro de Moçambique, onde realiza uma visita de trabalho.

Segundo o chefe de Estado moçambicano, alguns destes empresários suspeitos de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo encontram-se foragidos.

“Algumas pessoas, proprietários de bombas de combustível, fugiram. Quando os fomos procurar, tinham desaparecido. Eram donos de algumas bombas [postos de combustíveis]”, frisou o chefe de Estado moçambicano, que exige uma ação mais pujante de fiscalização da Autoridade Tributária e do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

“Vocês têm de controlar isso […] A proliferação [de negócios] sim, se é para o desenvolvimento. Mas se for para lavagem de dinheiro, não. Movimentem sim dinheiro, mas de forma legal”, disse o Presidente, sem avançar mais detalhes sobre o assunto.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas está a ser aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há 784 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

Desde julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques noutros distritos usados como passagem ou refúgio temporário.

EYAC // CC

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS