Saiba quanto ganham os motoristas que ameaçam parar o País

Governo vai dar esta sexta-feira uma conferência de imprensa, pelas 12 horas, para prestar esclarecimentos sobre a crise energética e o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Governo vai dar esta sexta-feira uma conferência de imprensa, pelas 12 horas, para prestar esclarecimentos sobre a crise energética e o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os motoristas de matérias perigosas preparam-se para dar início a uma nova greve, marcada para segunda-feira, 12 de agosto. Os trabalhadores exigem um aumento do salário base que é de 630 euros. Mas os patrões dizem que o valor do vencimento final é muito superior. Afinal, quanto ganham os motoristas que ameaçam parar o País?

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Um recibo de vencimento de um motorista foi partilhado pelas redes sociais e mostra que a quantia final auferida é de 1890,34 euros, já com descontos. O ordenado base é de 630 euros, mas em subsídios e complementos ganham muito mais: 842 euros. Os descontos de IRS  e Segurança Social são de 427 euros, fazendo um total de 1045,05 euros. Mas são as ajudas de custo que aumentam, e muito, os valores. Cerca de 845 euros. Assim, o valor final é de 1890.05 euros. No entanto, as ajudas de custo não podem ser consideradas vencimento, pelo que este valor não é tributado. Tratam-se de valores de refeições e estadias.

Salário mínimo de um motorista

O salário mínimo de um motorista são 630 euros de base mais 539 euros em subsídios e complementos, o que perfaz um salário de 1169,06 euros brutos. 830 euros já com os descontos.

O que exigem os motoristas?

Os motoristas exigem um aumento do salário base, que é de 630 euros, pois em caso de doença só auferem este valor. No próximo ano, o salário base aumenta para os 700 euros, mas os sindicatos querem 800 euros de base em 2021 e 900 euros em 2022. Os patrões não aceitam e os motoristas ameaçam parar o País na próxima segunda-feira, 12 de agosto.

Faltam apenas três dias para o início da greve dos motoristas e Pedro Pardal Henriques, vice-presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), garante que os camionistas não vão ceder e vão mesmo avançar com a paralisação por tempo indeterminado.

Os patrões têm até sábado às três da tarde para apresentar uma proposta e impedir que a greve pare o País. Pardal Henriques exigiu ao Governo o «envio urgente» dos mapas de férias de 2018 das empresas do setor para que os motoristas possam cumprir os serviços mínimos decretados.

«A greve é um direito constitucional»

As filas para os postos de abastecimento e a rutura de stock de combustívelcomeçaram. Pardal Henriques afirma, em declarações à RTP, que os trabalhadores «estão a usar de um direito protegido pela Constituição da República Portuguesa e mais uma vez a parte contrária está a usar de todas as artimanhas para causar pressão, quando não era necessária esta providência cautelar, bastaria que as empresas cumprissem aquilo que assinaram e não haveria greve».

Se a greve é ilegal ou não, «apenas o tribunal o pode decidir e não irá fazê-lo, porque isso seria um atentado à nossa democracia», refere o vice-presidente do SNMMP. «A greve é um direito constitucional e não tem efeitos retroativos.»

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