Grécia promete abrigo ainda hoje para migrantes vulneráveis desalojados pelo fogo

O Ministro das Migrações grego, Notis Mitarakis, prometeu que ainda hoje serão tomadas “as ações necessárias” para que os grupos vulneráveis que ficaram desabrigados após o incêndio no campo de migrantes de Moria, em Lesbos, tenham onde dormir.

Grécia promete abrigo ainda hoje para migrantes vulneráveis desalojados pelo fogo

Grécia promete abrigo ainda hoje para migrantes vulneráveis desalojados pelo fogo

O Ministro das Migrações grego, Notis Mitarakis, prometeu que ainda hoje serão tomadas “as ações necessárias” para que os grupos vulneráveis que ficaram desabrigados após o incêndio no campo de migrantes de Moria, em Lesbos, tenham onde dormir.

“Durante o dia, serão realizadas todas as ações necessárias para o alojamento imediato dos vulneráveis e suas famílias, em espaços especialmente concebidos”, afirmou o ministério num comunicado.

Em declarações à rádio privada Skai, Notis Mitarakis disse que estas pessoas irão dormir ou num dos três navios que estão a ser preparados para os receber ou em tendas trazidas de outras ilhas.

Um porta-voz da marinha grega, no entanto, disse à agência de notícias EFE que no momento os dois navios militares designados para tal tarefa ainda estão no porto de Rafina, no continente, esperando ordem de zarpar para Lesbos.

A terceira embarcação, um ‘ferry’ comercial, já está ancorado em Sigri, no noroeste de Lesbos, esperando que os refugiados sejam transferidos do campo de migrantes de Moria para aquela localidade.

A experiência mostra que, após os navios aportarem, o processo de embarque é longo.

Após o incêndio na noite de terça-feira no campo de migrantes de Moria, novas frentes de fogo foram desencadeadas na tarde de quarta-feira, destruindo quase tudo o que restou no local.

Milhares de refugiados ficaram expostos na madrugada de hoje ao mau tempo que se fez sentir na Grécia, à espera de transferência das instalações destruídas pelo incêndio.

Muitas pessoas foram colocadas provisoriamente em tendas precárias depois de o fogo ter destruído os locais onde viviam e aguardam novas instalações, na ilha de Lesbos.

Muitas famílias pernoitaram nas estradas que rodeiam o campo, com mais de 13 mil pessoas.

De acordo com a imprensa local, as forças policiais delimitaram com cordas o perímetro exterior do campo para evitar que os refugiados se deslocassem para a cidade de Mitilene, tendo utilizado granadas de gás lacrimogéneo para travar as tentativas de fuga.

De acordo com informações do Governo de Atenas, o grande incêndio destruiu 80% do recinto interno do campo de Moria, tendo 3.500 pessoas ficado desalojadas, sendo que as restantes já viviam em tendas num olival.

O centro de acolhimento encontrava-se sob quarentena depois de terem sido detetados 35 casos de contaminação de covid-19.

O incêndio começou depois de os contágios terem sido anunciados pelas autoridades.

O Governo acredita que o fogo foi provocado.

Segundo o ministro das Migrações, Notis Mitarakis, até ao momento as autoridades apenas localizaram oito das 35 pessoas contaminadas com SARS-CoV-2, estando as restantes misturadas junto dos grupos que tentaram fugir do campo durante o incêndio.

 

 

Impala Instagram


RELACIONADOS