Grávida e bebé perdem a vida porque marido não autoriza transfusão de sangue

Grávida perdeu a vida porque marido, testemunha de Jeová, não autorizou transfusão de sangue. O bebé também não resistiu.

O relato do caso trágico, que teve lugar na Nigéria, foi feito por Ajayi Afolabi, que presenciou os factos. De acordo com a testemunha, uma mulher grávida morreu quando estava em avançado trabalho de parto, no Hospital Geral de Lagos, porque o marido, testemunha de Jeová, não aceitou que ela fizesse uma transfusão de sangue.

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Segundo Ajayi Afolabi, o médico tentou, sem sucesso, convencer o marido a aceitar que a esposa fizesse a transfusão.

A vítima tinha perdido muito sangue e essa seria a única forma de lhe salvar a vida. Contudo, o marido negou o pedido por considerar um pecado transferir o seu próprio sangue para a esposa.

Depois de perceber que a insistência não surtia efeito, o médico foi falar com a mulher, que já estava na sala de operação, perguntando-lhe se havia algum outro familiar por perto que pudesse assinar os papéis para a transfusão de sangue, o que não se veio a verificar. Sem alternativa, ela ainda implorou ao marido, que recusou novamente.

O marido justificou a recusa da transfusão de sangue e as consequentes mortes da mulher e do bebé com «uma decisão de Jeová»

Numa última tentativa para evitar a morte da mãe e do seu bebé, os médicos pediram ao marido que solicitasse uma ambulância para transferir a grávida para outro hospital, com mais condições, onde poderia ser possível salvá-la sem transfusão.

Quase uma hora depois, o marido voltou ao local com uma ambulância para transporte de cadáveres. Ajayi Afolabi entrou em choque e tentou resolver a situação indo ele próprio buscar uma ambulância de salvamento.

A mulher foi colocada numa cadeira de rodas, mas acabou por falecer ainda antes de entrar na ambulância que a testemunha acabou por conseguir. O bebé também não resistiu e faleceu pouco depois.

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O marido mostrou arrependimento quando percebeu que a mulher e o filho tinham falecido, embora tivesse afirmado que a morte tinha sido «uma decisão de Jeová».

Ajayi Afolabi ficou transtornado e acabou por agredir o homem. A polícia foi chamada ao local para pôr termo às agressões. O responsável pelas mortes não vai ser acusado de nenhum crime.

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