Governo argentino admite não ter meios para recuperar submarino

Governo argentino admite não ter meios para recuperar submarino

O ministro argentino da Defesa reconheceu hoje que o Governo não tem meios para trazer à superfície o submarino San Juan, localizado no fundo do Oceano Atlântico, mais de um ano depois de desaparecer com 44 tripulantes.

“Diria que não temos meios, nem para mergulhar. Também não temos veículos operados remotamente para descer a essas profundidades nem equipamento para ir buscar um navio destas características”, afirmou Oscar Aguad numa conferência de imprensa em Buenos Aires.

O chefe da Marinha, José Luis Vilán, apontou dois limites à exigência dos familiares, que querem a recuperação do submarino: legalmente, é preciso esperar que a juíza encarregada da investigação dê uma autorização nesse sentido e tecnicamente, não se sabe o suficiente sobre as condições em que está o San Juan.

Aguada afirmou que o Governo vai estudar toda a documentação de que dispõe até agora a empresa norte-americana que fez as buscas e garantiu que o executivo quer que se saiba a verdade e faça justiça porque todos, mas principalmente os familiares “dos 44 heróis”, precisam saber o que se passou.

O submarino, que desapareceu a 15 de novembro de 2017 e foi descoberto na sexta-feira no Oceano Atlântico, sofreu uma “implosão”, avançou hoje o comandante da base naval de Mar del Plata.

“O submarino sofreu uma implosão. Encontra-se alojado numa cavidade a mais de 900 metros de profundidade, o que impediu a sua localização pelos radares”, disse Gabriel Attis, avançando existirem três imagens autorizadas pela justiça para serem mostradas aos familiares das vítimas, tiradas durante a descoberta, da vela, da hélice e da seção da proa.

No final de 2017 e no início de 2018, navios de uma dúzia de países tinham tentado localizar o submarino, sem sucesso, e a Marinha argentina prosseguiu a busca com poucos recursos.

“Agora é outro capítulo que se abre. Depois de analisar o estado do submarino, vamos ver como vamos proceder”, acrescentou o porta-voz.

A 15 de novembro de 2017, o submarino, de fabrico alemão, comunicou pela última vez a sua posição, quando regressava do porto austral de Ushuaia à sua base no mar da Prata.

APN(RPC) // MAG

By Impala News / Lusa

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