GNR abre inquérito sobre requisição de material pelo comandante de torres Novas

O Comando Geral da GNR anunciou hoje que vai abrir um inquérito para averiguar a veracidade de notícias sobre o comandante de um posto do Comando de Santarém ter feito uma requisição de material.

GNR abre inquérito sobre requisição de material pelo comandante de torres Novas

GNR abre inquérito sobre requisição de material pelo comandante de torres Novas

O Comando Geral da GNR anunciou hoje que vai abrir um inquérito para averiguar a veracidade de notícias sobre o comandante de um posto do Comando de Santarém ter feito uma requisição de material.

Lisboa, 26 nov 2019 (Lusa) — O Comando Nacional da GNR anunciou hoje que vai abrir um inquérito para averiguar a veracidade de notícias sobre o comandante de um posto do Comando de Santarém ter feito uma requisição de material para distribuir individualmente aos militares.

O Comando Nacional da Guarda afirma, em comunicado, que vai abrir um inquérito para “apurar as circunstâncias que determinaram a referida requisição, nos termos em que foi efetuada, designadamente o seu enquadramento, “e o facto de o efetivo não necessitar de comprar/adquirir material operacional individual para o desempenho da missão”.

O comando-geral quer também apurar “a existência de anteriores requisições com pedidos do mesmo tipo de material e equipamento, bem como se anteriormente foi manifestada essa necessidade junto da hierarquia” e averiguar a “forma como a mesma [requisição], sendo um documento institucional, foi difundida externamente para as redes sociais e para os órgãos de comunicação social”.

A questão da requisição de material foi levantada pelos diários Jornal de Notícias e Correio da Manhã que referem que o comandante do posto de Torres Novas enviou um ofício ao Comando da GNR de Santarém a requisitar material em falta, incluindo lanternas, algemas, luvas táticas, gás pimenta e coletes balísticos.

No comunicado divulgado hoje o Comando da GNR “esclarece que a lista a que alude a requisição em apreço não representa as necessidades operacionais do posto em causa, considerando que integra materiais ou equipamentos que se entende não serem fundamentais para o serviço diário do patrulheiro (a exemplo: facas táticas, alicates táticos, luvas táticas, ou malotes de transporte de expediente)”.

De acordo com o comunicado, a requisição em causa inclui também “materiais ou equipamentos cujas quantidades existentes são consideradas suficientes para as necessidades do posto”, como é o caso de “bastões de borracha, coletes retrorrefletores e fatos de chuva”.

“Além disso, importa realçar que o investimento em materiais e equipamentos individuais para os militares tem vindo a constituir uma prioridade do Comando da Guarda, no sentido de serem asseguradas as adequadas condições para o desempenho da atividade policial”, conclui a nota.

ARA // JMR

By Impala News / Lusa

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