Cúmplices do homicida de George Floyd só vão a julgamento em março de 2022

O julgamento dos três ex-agentes da polícia de Minneapolis acusados de auxílio e de cumplicidade na morte do afro-americano George Floyd será adiado para março de 2022, deliberou hoje um juiz do estado do Minnesota.

Cúmplices do homicida de George Floyd só vão a julgamento em março de 2022

Cúmplices do homicida de George Floyd só vão a julgamento em março de 2022

O julgamento dos três ex-agentes da polícia de Minneapolis acusados de auxílio e de cumplicidade na morte do afro-americano George Floyd será adiado para março de 2022, deliberou hoje um juiz do estado do Minnesota.

O início do julgamento dos ex-agentes Thomas Lane, J. Kueng e Tou Thao, que estavam no local quando o afro-americano George Floyd foi morto em plena via pública em 25 de maio de 2020 pelo também polícia (atualmente ex-agente e já considerado culpado pela justiça norte-americana) Derek Chauvin, estava agendado para agosto. Em abril passado, um tribunal do estado do Minnesota (norte dos Estados Unidos da América) considerou Derek Chauvin culpado do homicídio de George Floyd e a divulgação da sentença está prevista para 25 de junho.

Agentes já demitidos vão a julgamento por “violação dos direitos constitucionais” de George Floyd

Na semana passada, a justiça federal anunciou que abriu, por sua vez, um processo contra os quatro ex-agentes policiais por “violação dos direitos constitucionais” de George Floyd na sua detenção. Durante a audiência processual hoje realizada, o juiz Peter Cahill argumentou que as penas em que incorrem os ex-agentes nos tribunais federais “eram muito mais altas” e que era “mais lógico deixar o julgamento federal prosseguir primeiro”. Como consequência, o magistrado decidiu adiar para 7 de março de 2022 o início do julgamento dos três ex-agentes por “cumplicidade no homicídio”.

Vários transeuntes registaram a frase repetida por Floyd: “Não consigo respirar”

As “duplas” ações judiciais, em tribunais estaduais e em tribunais federais, são permitidas nos EUA, mas são relativamente raras. Esta situação é um reflexo da importância deste caso que agitou a sociedade civil norte-americana. Em 25 de maio de 2020, em plena via pública, Derek Chauvin ficou ajoelhado sobre o pescoço de Floyd durante oito minutos e 46 segundos, asfixiando mortalmente o afro-americano “suspeito de efetuar um pagamento com uma nota falsa de 20 dólares”. Na altura, câmaras de videovigilância e dos telemóveis de vários transeuntes registaram o gesto do então polícia, mas também a frase repetida por Floyd: “Não consigo respirar”. O caso desencadearia uma vaga de protestos antirracismo e anti-violência policial nos EUA e em várias partes do mundo.

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