Gangue sequestra e espanca homem durante 4 horas

Grupo de sete elementos – quatro homens e as companheiras de três – furtaram dezenas de carros até terem sido detidos. Vítima do ataque mais violento safou-se após lançar-se do carro em movimento.

Gangue sequestra e espanca homem durante 4 horas

Gangue sequestra e espanca homem durante 4 horas

Grupo de sete elementos – quatro homens e as companheiras de três – furtaram dezenas de carros até terem sido detidos. Vítima do ataque mais violento safou-se após lançar-se do carro em movimento.

Espalharam o terror durante três meses, sobretudo na zona do Minho. Furtaram dezenas de carros durante a madrugada, mas também máquinas agrícolas e até eletrodomésticos que depois vendiam a preços reduzidos ou às peças. Mas o gangue, extremamente violento, também fazia carjackings (roubos violentos) para ficar com os carros – num dos casos, ao fim de quatro horas, o condutor escapou por se ter lançado do carro em andamento. Os sete elementos do grupo – quatro homens e as companheiras de três – residem em Braga e foram agora detidos pela Polícia Judiciária do Porto.

Começaram a ser ouvidos nesta quinta-feira, 29 de abril, em primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Guimarães. Um outro elemento do grupo já tinha sido detido no passado dia 14 do presente mês por disparos com arma de fogo. Ficou em prisão preventiva. O ataque mais violento do gangue aconteceu a 7 de outubro de 2020. Um dos elementos precisava de peças para o seu Peugeot 307 e, após ter escolhido o alvo, juntamento com os cúmplices fizeram uma emboscada ao condutor.

Grupo chegava a furtar três carros por dia

Com dois carros – um a bloquear a fuga para a frente e outro a impedir que fizesse marcha-atrás – e com ameaças sob arma de fogo, a vítima foi obrigada a seguir viagem com os agressores. O calvário começou pelas 22h00 e só terminou de madrugada. Só acabou quando o homem abriu a porta e saiu do carro em andamento, ficando ferido. Durante quatro horas, foi agredido com uma soqueira e com a arma. Foi ainda obrigado a levantar dinheiro no multibanco e ficou sem carteira e telemóvel. O seu veículo foi desmontado para satisfazer as necessidades de um dos agressores.

De acordo com a investigação levada a cabo pela PJ, chegavam a furtar três carros por dia. Também máquinas agrícolas e de construção cívil chegaram a ser roubadas.

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