Furacão Dorian: Número de mortos nas Bahamas aumenta

«Estamos no meio de uma das maiores crises que as Bahamas sofreram», diz o primeiro-ministro do arquipélago.

Furacão Dorian: Número de mortos nas Bahamas aumenta

Furacão Dorian: Número de mortos nas Bahamas aumenta

«Estamos no meio de uma das maiores crises que as Bahamas sofreram», diz o primeiro-ministro do arquipélago.

O número de mortos pela passagem do furacão Dorian pelas Bahamas aumentou de cinco para sete, informou o primeiro-ministro daquele arquipélago, Hubert Minnis, em novo balanço. Em conferência de imprensa, o PM admite para a possibilidade de mais mortos, já que há mais de feridos graves nas ilhas de Great Ábaco.

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«Estamos no meio de uma das maiores crises»

O primeiro-ministro destacou que Ábaco está completamente inundado, incluindo o aeroporto. «Estamos no meio de uma das maiores crises que as Bahamas sofreram na sua história», disse Minnis, ressalvando que o número o número oficial, sete mortos, é apenas um número inicial. «Casas, prédios e infraestrutura estão completamente destruídos», disse o primeiro-ministro.

«O aeroporto está submerso e a parte circundante agora parece um lago», disse Minnis, que observou que as estradas também estão completamente inundadas. O furacão Dorian enfraqueceu para categoria 2, enquanto continua a atingir o arquipélago das Bahamas, anunciou na terça-feira, 3 de setembro, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla inglesa).

A Organização das Nações Unidas informou que pelo menos 61.000 pessoas afetadas pelo furacão Dorian nas Bahamas precisarão de ajuda alimentar, acrescentando que está a aguardar a aprovação do Governo local para lançar uma avaliação no terreno. Nos Estados Unidos, vários milhões de pessoas na Florida, Geórgia e Carolina do Sul foram aconselhados a sair dos locais próximos da costa, por onde o Dorian deve também passar.

Bahamas conta com ajuda do Reino Unido

As autoridades das Bahamas estão a prestar socorro e ajuda às vítimas do furacão Dorian através de vários meios e contam com o auxílio da Guarda Costeira dos Estados Unidos e da Marinha Real britânica. Vários grupos de ajuda humanitária estão a tentar levar comida e remédios aos sobreviventes e a transportar as pessoas mais afetadas para locais seguros.

Os aeroportos estão inundados e as estradas intransitáveis após as Bahamas terem sido atingidas pelo mais forte furacão registado na história do arquipélago, que fustigou principalmente as ilhas Abacos e a ilha Grande Bahama, com ventos de até 295 quilómetros por hora e chuva torrencial, antes de seguir na terça-feira a sua rota em direção à Florida.

Cinco helicópteros da Guarda Costeira fizeram voos de hora a hora para as ilhas Abacos, transportando mais de 20 pessoas feridas para o hospital principal da capital. Marinheiros britânicos também estavam a participar do socorro às vítimas. Alguns grupos de ajuda privada também tentaram chegar às ilhas atingidas no norte das Bahamas.

As equipas de resgate começaram a retirar as pessoas no rescaldo da tempestade na ilha de Grande Bahama no final da terça-feira, usando motas de água, barcos e até mesmo uma enorme escavadora. Nas Bahamas, o porta-voz da Cruz Vermelha Matthew Cochrane disse que mais de 13.000 casas, ou cerca de 45% das casas de Grande Bahama e Abacos, foram severamente danificadas ou destruídas.

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