França vai julgar oito pessoas pelo atentado com um camião em Nice em 2016

Um tribunal especial de França vai julgar sete homens e uma mulher pelo atentado em Nice em 2016, quando um homem atropelou uma multidão com um camião, matando 86 pessoas e ferindo mais de 300.

França vai julgar oito pessoas pelo atentado com um camião em Nice em 2016

França vai julgar oito pessoas pelo atentado com um camião em Nice em 2016

Um tribunal especial de França vai julgar sete homens e uma mulher pelo atentado em Nice em 2016, quando um homem atropelou uma multidão com um camião, matando 86 pessoas e ferindo mais de 300.

Os juízes de instrução concluíram a sua investigação e anunciaram hoje que decidiram que os oito acusados comparecerão perante o tribunal, três dos quais por “associação criminosa terrorista”, segundo um comunicado da Procuradoria Nacional Antiterrorista citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

A 14 de julho de 2016, quando milhares de pessoas celebravam a festa nacional francesa e assistiam a um espetáculo de fogo-de-artifício na célebre marginal de Nice, Mohamed Labouaiej-Bouhlel, um tunisino de 21 anos, matou 86 pessoas em quatro minutos, ao volante de um camião.

Quinze menores e 33 estrangeiros estão entre as vítimas do atentado que suscitou emoção a nível internacional.

Segundo a acusação assinada na segunda-feira por quatro juízes antiterroristas, os três principais acusados — Mohamed Ghraieb, Chokri Chafroud e Ramzi Arefa –, dois tunisinos e um franco-tunisino, são suspeitos de terem “consciência da existência de um plano” de ataque por parte de Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, abatido pela polícia na noite do atentado, indicou a agência France Presse.

Cinco outras pessoas, um tunisino e quatro albaneses, serão julgados por crimes ligados ao fornecimento de uma arma a Ramzi Arefa destinada a Lahouaiej-Bouhlel.

Quatro dos acusados estão detidos, dois estão sob controlo judicial e dois outros estão em fuga e são alvo de mandados de detenção datando de abril e de julho. Todos podem recorrer e o julgamento não se realizará antes de 2022.

Na acusação, os juízes consideram que o assassino, embora sem “ligação demonstrada” com o grupo Estado Islâmico, que reivindicou o atentado, “aplicou” as recomendações do movimento extremista.

E lembram as “interrogações durante a investigação sobre a saúde mental do autor dos factos”, para adiantarem que tais questões “não podem pôr em causa” o caráter terrorista do seu ato.

Constituíram-se parte civil na investigação 865 pessoas ou associações.

O encaminhamento para tribunal deste caso acontece menos de duas semanas depois de um novo ataque em Nice, que está a ser investigado por juízes antiterroristas. Um tunisino de 21 anos, Brahim Aouissaoui, matou com uma faca um homem e duas mulheres a 29 de outubro na basílica de Nice.

 

PAL // ANP

By Impala News / Lusa

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