Forças russas em “alerta máximo” após ataque de ‘drones’ na Crimeia

A península ucraniana da Crimeia, controlada pela Rússia, foi alvo hoje de um ataque de ‘drones’, com as forças russas a ficarem “em alerta máximo”, informou o Kremlin.

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Forças russas em “alerta máximo” após ataque de ‘drones’ na Crimeia

A península ucraniana da Crimeia, controlada pela Rússia, foi alvo hoje de um ataque de ‘drones’, com as forças russas a ficarem “em alerta máximo”, informou o Kremlin.

“Houve um ataque com ‘drones'”, confirmou o governador da região administrativa de Sebastopol, na Crimeia, Mikhail Razvojayev, que explicou que as forças de defesa aérea estavam em estado de alerta e que já tinham abatido dois desses ‘drones’. Mikhail Razvozhayev acrescentou que nenhuma infraestrutura civil foi danificada e pediu aos habitantes para permanecerem calmos. A Frota do Mar Negro da Rússia, com base no porto de Sebastopol, na Crimeia, também foi atacada, por aquilo que as autoridades russas classificaram como um ataque “massivo” de ‘drones’.

O ataque, que danificou pelo menos um dos seus navios, levou Moscovo a retirar-se momentaneamente do acordo que permite a exportação de cereais dos portos ucranianos. O governador da região já tinha dito, na semana passada, que as autoridades russas estavam a fortalecer as suas posições na península da Crimeia, quando as forças de Kiev procuram recuperar território ocupado.

Mais de 7 milhões de refugiados

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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