Factos e números sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia

A tensão militar e diplomática entre Rússia e Ucrânia intensificou-se no outono de 2021, quando autoridades ucranianas informaram que o governo russo colocou 100 mil soldados perto da sua fronteira.

Factos e números sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia

Factos e números sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia

A tensão militar e diplomática entre Rússia e Ucrânia intensificou-se no outono de 2021, quando autoridades ucranianas informaram que o governo russo colocou 100 mil soldados perto da sua fronteira.

A tensão militar e diplomática entre Rússia e Ucrânia teve agora o resultado da invasão militar ordenada por Putin, mas vinha a intensificar-se desde o outono de 2021, quando autoridades ucranianas informaram que o governo russo colocou 100 mil soldados perto da fronteira com a Ucrânia. Nos últimos dias, a contagem foi declarada para o dobro, pelo menos: 200 mil. Em 21 de fevereiro de 2022, o presidente russo Vladimir Putin anunciou que a Rússia reconheceu a independência das repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk (DPR e LPR). Três dias depois, nesta quinta-feira, 24 de fevereiro, Putin lançou uma operação militar na Ucrânia, supostamente para proteger os moradores da região de Donbas do governo ucraniano.

Em dezembro de 2021, o governo russo divulgou uma lista de reivindicações aos países ocidentais, uma das quais a garantia legalmente vinculante de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não se expandiria mais para o leste. Os EUA e a NATO pediram o uso de meios diplomáticos para resolver o conflito. Já neste mês, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia sugeriu que os EUA retirassem tropas do leste e sudeste da Europa e dos estados bálticos.

Qual tem sido a reação internacional aos eventos na Ucrânia?

Dado o desequilíbrio militar russos e ucranianos, vários países ocidentais ofereceram apoio militar à Ucrânia. Vários membros da NATO enviaram tropas adicionais aos aliados na Europa Oriental. EUA, Reino Unido e União Europeia (UE) impuseram sanções à Rússia devido à entrada de tropas russas no território do DPR e do LPR, e, já hoje, anunciaram mais e mais pesadas. As sanções visavam o setor financeiro e indivíduos afiliados ao governo. A UE também impôs restrições ao comércio com o DPR e o LPR. A Alemanha suspendeu a certificação do gasoduto Nord Stream 2. Outras sanções foram anunciadas por Austrália, Canadá e Japão. A UE também alertou que poderiam ser impostas sanções também à Bielorrússia se ajudasse a Rússia na invasão. Vários países, incluindo Israel, Japão e Coréia do Sul, emitiram avisos de viagem para a Ucrânia.

Implicações económicas do conflito

O anúncio de Putin da operação militar na Ucrânia – concretizado nas últimas horas – foi seguido por uma queda drástica do rublo russo hoje, 24 de fevereiro de 2022. O valor da moeda atingiu o mínimo face ao dólar norte-americano, que passou a valer 89,6 rublos russos (um recorde mínimo) e um euro custava 99,99 Rublos russos (o valor mais baixo desde 2014). O Banco Central da Rússia começou a intervir nos mercados de câmbio para administrar a moeda. Além disso, os preços dos benchmarks de petróleo West Texas Intermediate (WTI) e Brent ultrapassaram 100 dólares norte-americanos por barril, dado o papel da indústria petrolífera russa na oferta global. O fato de a Ucrânia transportar gás russo para a Europa, juntamente com o congelamento do Nord Stream 2, levou os futuros de gás TTF holandeses a crescer até 125 euros por megawatt-hora. O fornecimento de gás russo através da rota de trânsito da Ucrânia representou 11% das importações líquidas de gás extra-UE da UE no terceiro trimestre de 2021.

Relações russo-ucranianas após 2014

Os eventos de 2021 e 2022 fazem parte de um conflito maior entre os dois estados-vizinhos que se enraíza em 2013. Após os protestos do Euromaidan na Ucrânia em novembro de 2013, a Rússia anexou a Crimeia e Sebastopol, justificando o seu movimento com os resultados de um referendo, não reconhecido como legal pela maioria dos países do Mundo. Além disso, a partir de 2014, ações militares têm ocorrido entre o DPR e o LPR, apoiados pela Rússia, e o governo ucraniano. O Acordo de Minsk (Minsk II), que inclui um conjunto de medidas para alcançar um cessar-fogo no leste da Ucrânia, foi assinado por representantes da Rússia, da Ucrânia, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o DPR e o LPR, em 2015, mas ainda não havia tinha efetivamente implementado.

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