Europa junta-se aos esforços para salvar navio em chamas no Índico

Especialistas europeus uniram hoje esforços para salvar um navio em chamas ao largo do Sri Lanka, que poderá verter centenas de toneladas de combustível no Oceano Índico e provocar uma maré negra.

Europa junta-se aos esforços para salvar navio em chamas no Índico

Europa junta-se aos esforços para salvar navio em chamas no Índico

Especialistas europeus uniram hoje esforços para salvar um navio em chamas ao largo do Sri Lanka, que poderá verter centenas de toneladas de combustível no Oceano Índico e provocar uma maré negra.

Os funcionários da empresa de resgate holandesa Smit “estão a trabalhar com as autoridades locais para tentar salvar o navio em chamas e sua carga”, disseram os proprietários do navio num comunicado. O incêndio a bordo do navio porta-contentores X-Press Pearl, registado em Singapura, já dura uma semana e ainda não foi possível controlar as chamas, principalmente devido aos fortes ventos. Um helicóptero militar despejou quase meia tonelada de produtos químicos retardadores de chamas no navio na quarta-feira, mas sem sucesso.

A guarda costeira indiana está a cooperar com um navio da marinha do Sri Lanka e quatro rebocadores para tentar apagar o fogo no X-Press Pearl, que transportava 25 toneladas de ácido nítrico, entre outras coisas. O incêndio enfraqueceu a estrutura do navio de 186 metros de comprimento, que poderá vergar e verter o seu óleo, de acordo com a Autoridade de Proteção Ambiental Marinha do Sri Lanka (MEPA).

“O fogo percorre todo o comprimento do navio. O casco pode não estar estável o suficiente para que possamos rebocá-lo para fora de nossas águas”, disse à agência de notícias AFP a presidente do MEPA, Dharshani Lahandapura. O navio, ancorado ao largo do porto de Colombo, também transporta 278 toneladas de combustível e 50 toneladas de diesel marítimo, acrescentou. O navio porta-contentores estava a caminho de Colombo vindo do Estado indiano de Gujarat quando o incêndio começou a 14 quilómetros da costa em 20 de maio. O fogo teria começado num contentor de ácido nítrico, espalhando-se rapidamente pelo navio, disse Lahandapura.

As autoridades estão a investigar as circunstâncias da fuga do ácido nítrico que a tripulação supostamente notou antes mesmo de entrar nas águas do Sri Lanka. “Se o problema tivesse sido resolvido então, não estaríamos a enfrentar esta crise”, acrescentou a responsável, preocupada com a região turística e pesqueira de Negombo, a 40 quilómetros ao norte de Colombo.

O exército foi hoje deslocado para a praia de Negombo para limpar os destroços de um contentor que encalhou lá. Oito contentores caíram no mar após uma explosão a bordo na terça-feira. A polícia também prendeu oito pessoas que estavam a recolher plásticos e cosméticos do navio, em violação do confinamento imposto contra o novo coronavírus. Em setembro do ano passado, o petroleiro New Diamond ardeu por uma semana inteira na costa leste do Sri Lanka após uma explosão na sala de máquinas que matou um membro da tripulação. Seguiu-se um derramamento de óleo de 40 quilómetros de extensão. O Sri Lanka exigiu 17 milhões de dólares aos proprietários do petroleiro para cobrir os custos de limpeza.

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