EUA garantem que general iraniano estava a preparar ataques a embaixadas

Qassem Soleimani tinha «ataques iminentes» preparados contra infraestruturas norte-americanas, «incluindo embaixadas, bases militares e instalações norte-americanas em toda a região», afirmou o secretário de Estado em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira.

EUA garantem que general iraniano estava a preparar ataques a embaixadas

EUA garantem que general iraniano estava a preparar ataques a embaixadas

Qassem Soleimani tinha «ataques iminentes» preparados contra infraestruturas norte-americanas, «incluindo embaixadas, bases militares e instalações norte-americanas em toda a região», afirmou o secretário de Estado em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse esta sexta-feira, 10 de janeiro, que o general iraniano Qassem Soleimani, morto num ataque norte-americano no Iraque, estava a preparar atentados contra embaixadas dos Estados Unidos da América.

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Qassem Soleimani tinha «ataques iminentes» preparados contra infraestruturas norte-americanas, «incluindo embaixadas, bases militares e instalações norte-americanas em toda a região», afirmou o secretário de Estado em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira.

Ataque dos EUA ocorreu três dias depois de um assalto à embaixada norte-americana

O general Qassem Soleimani, comandante da força de elite iraniana Al-Quds, morreu na sexta-feira passada num ataque aéreo contra o carro em que seguia, junto ao aeroporto internacional de Bagdad, ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No mesmo ataque morreu também o vice-presidente da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi] , além de outras oito pessoas.

O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana que durou dois dias e apenas terminou quando Trump anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

Irão anunciou que vai deixar de respeitar os limites do tratado nuclear

O Irão prometeu vingança e anunciou no domingo que deixará de respeitar os limites impostos pelo tratado nuclear assinado em 2015 com os cinco países com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas – Rússia, França, Reino Unido, China e EUA – mais a Alemanha, e que visava restringir a capacidade iraniana de desenvolvimento de armas nucleares. Os Estados Unidos abandonaram o acordo em maio de 2018.

No Iraque, o parlamento aprovou uma resolução em que pede ao Governo para rasgar o acordo com os EUA, estabelecido em 2016, no qual Washington se compromete a ajudar na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico e que justifica a presença de cerca de 5.200 militares norte-americanos no território iraquiano.

Irão lança mísseis como «operação de vingança» da morte do general Soleimani

Na passada quarta-feira, mais de uma dúzia de mísseis iranianos foram lançados contra duas bases iraquianas, em Ain al-Assad e Arbil, que albergam tropas norte-americanas. Esta ação foi assumida pelos Guardas da Revolução iranianos como uma «operação de vingança» da morte do general Qassem Soleimani.

A televisão estatal iraniana referiu que esta operação militar foi designada «Mártir Soleimani» e que matou «pelo menos 80 militares norte-americanos», mas Donald Trump negou a existência de baixas.

EUA anunciou que Washington ia intensificar as sanções económicas contra o Irão

Numa comunicação ao país, o Presidente dos EUA anunciou que Washington ia intensificar as sanções económicas contra o Irão. Esta sexta-feira, a administração Trump anunciou novas sanções contra o Irão, que visam oito altos funcionários do regime e os maiores fabricantes de metais do país.

De acordo com o anúncio, os Estados Unidos designaram 17 produtores de metais e sociedades mineiras iranianas, uma rede de três entidades com sede na China e nas Seicheles e um navio envolvido na compra, venda e transporte de metais iranianos, bem como no fornecimento dos componentes críticos para a produção de metal, explicou o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

Lusa

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