Estados Unidos ajudam a reparação da rede energética ucraniana

O Governo dos EUA anunciou hoje que forneceu peças e outros suprimentos no valor total de cerca de 100 milhões de euros para ajudar as equipas de reparação do sistema elétrico na Ucrânia, frequente alvo dos ataques russos.

Estados Unidos ajudam a reparação da rede energética ucraniana

Estados Unidos ajudam a reparação da rede energética ucraniana

O Governo dos EUA anunciou hoje que forneceu peças e outros suprimentos no valor total de cerca de 100 milhões de euros para ajudar as equipas de reparação do sistema elétrico na Ucrânia, frequente alvo dos ataques russos.

A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) está a usar os fundos para adquirir energia de reserva para os sistemas de água e aquecimento urbano de Kiev, bem como para reabastecer o fornecimento de turbinas a gás, transformadores e outros equipamentos vitais de energia.

A administradora da USAID, Samantha Power, que está a participar no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, anunciou o financiamento numa reunião em que participou a primeira-dama ucraniana, Olena Zelenska.

Desde outubro que as forças russas intensificaram os ataques à rede elétrica da Ucrânia, mergulhando repetidamente os ucranianos na escuridão e no frio do inverno.

Recentemente, a assistência energética da USAID à Ucrânia incluiu a entrega de 1.415 geradores para manter o aquecimento e as luzes acesas em escolas, hospitais e outros locais do país.

A USAID também investiu cerca de 50 milhões de euros na infraestrutura de aquecimento da Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

RJP // PDF

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS