Esfaqueou o pai até à morte depois de conversa com padre

Nuno Soares esfaqueou o pai até à morte depois de ter conversado com o pároco da freguesia. Ele próprio alertou a GNR, tendo sido detido e enviado para a ala psiquiátrica da prisão.

Esfaqueou o pai até à morte depois de conversa com padre

Esfaqueou o pai até à morte depois de conversa com padre

Nuno Soares esfaqueou o pai até à morte depois de ter conversado com o pároco da freguesia. Ele próprio alertou a GNR, tendo sido detido e enviado para a ala psiquiátrica da prisão.

Nuno Soares, de 31 anos, esfaqueou até à morte o pai, de 64 anos, na noite de quarta-feira, em Caíde de Rei, Lousada. O homem, que trabalhava numa empresa de instalação de ar condicionado, era visto como um homem pacato.

O homicídio teve lugar horas depois de ter falado por telemóvel com o padre da freguesia, com quem era suposto ter-se encontrado ontem, para conversar.

“Tivemos uma conversa normalíssima. Não o conheço, mas disponibilizei-me para falar com ele”, esclareceu. Acordaram que Nuno lhe ligaria, quinta-feira, 04 de março, para definirem a hora de encontro. A verdade é que o encontro “não chegou a acontecer”, lamenta o pároco.

O crime ocorreu na casa que Nuno Soares e o irmão partilhavam com o pai, Manuel Soares. Desde que a mãe morreu – foi encontrada sem vida num poço, em 2004 –, os dois homens viviam com o progenitor e eram apoiados por uma irmã que mora numa freguesia vizinha.

Na noite do crime, a família esteve reunida ao jantar.  Depois da refeição, os irmãos saíram. Nuno ficou sozinho com o pai e a tragédia aconteceu na cozinha, onde desferiu três golpes fatais, por razões que não explicou às autoridades quando foi detido.

Vítima foi encontrada em paragem cardiorrespiratória

Nuno ligou à irmã para contar o sucedido mas foi o sobrinho menor quem atendeu o telefone e ouviu a confissão. De seguida telefonou para a GNR e aguardou a chegada das autoridades, trancando a porta da divisão onde se encontrava o pai, em paragem cardiorrespiratória.

A comunidade mostra-se em incrédula com o violento episódio e lembra que esta era uma família muito respeitada por todos.

“É um miúdo que vi nascer e que cresceu aqui na rua. É uma pessoa humilde, educada, que nunca teve problemas com ninguém”, contou Adão Moreira, presidente da Junta de Caíde de Rei e vizinho da família.

“Nem tive pernas para lá ir. Cresci com os pais dele e é muito triste ver acontecer uma coisa destas que acabou com a vida dos dois”, desabafou Maria Teixeira, outra vizinha.

Tal como escreve o JN, o homicida confesso foi levado a tribunal e preso preventivamente, mas, ainda por determinação de um juiz, vai ficar na ala psiquiátrica da cadeia de Santa Cruz do Bispo.

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