Equipas de resgate na gruta naTailândia fizeram mais de 100 furos na montanha

Equipas de resgate na gruta naTailândia fizeram mais de 100 furos na montanha

Os socorristas que tentam o resgate das 12 crianças e do seu treinador presos numa gruta na Tailândia há duas semanas anunciaram ter feito mais de 100 furos na montanha em busca de alternativa a uma evacuação por mergulho.

Mae Sai, Tailândia, 07 jul (Lusa) — Os socorristas que tentam o resgate das 12 crianças e do seu treinador presos numa gruta na Tailândia há duas semanas anunciaram ter feito mais de 100 furos na montanha em busca de alternativa a uma evacuação por mergulho.


“Realizámos mais de 100 furos, mas ainda não localizámos a sua posição”, declarou o líder da equipa de crise, Narongsak Osottanakorn, que é igualmente governador da província Chiang Rai.


Entretanto, especialistas em deteção de ninhos de andorinhas estão a examinar a montanha no norte da Tailândia à procura de uma fissura por onde possam proceder ao resgate das crianças e do seu treinador.


“Resgatar as crianças é importante para as suas famílias, mas também para todo o país”, afirmou Maan, um dos voluntários desta equipa de especialistas, citado pela agência EFE.


A equipa que está a rastrear a montanha é composta por uma dezena de pessoas que chegou no princípio da semana para se voluntariar nas tarefas de resgate.


Estes voluntários são especialistas em pesquisa de ninhos de andorinha, estando habituados a escalar montanhas e a pesquisar nas suas fissuras. Estes ninhos são considerados uma iguaria culinária.


A morte de um mergulhador experimentado da marinha tailandesa, na sexta-feira, durante uma operação para entregar mantimentos ao grupo, veio pôr em causa a viabilidade de uma extração sem riscos do grupo que está há 14 dias bloqueado na gruta de Tham Luang.


Boa parte das crianças, com idades entre os 11 e os 16 anos, não sabe nadar e nenhum fez mergulho, o que complica as operações.


Até ao momento, um mergulhador experimentado demora 11 horas para fazer o trajeto, e voltar, até às crianças: seis horas para ir e cinco para voltar, graças à corrente.


O percurso estende-se por vários quilómetros, em canais acidentados, com passagens difíceis sob água.


Os rapazes, com idades entre 11 e 16 anos, e o seu treinador de 25 anos foram explorar a caverna depois de um jogo de futebol no dia 23 de junho.


As inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias, já que a única maneira de chegar até ao local onde se encontram é mergulhando através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.


As autoridades têm bombeado a água da caverna antes que as tempestades previstas para os próximos dias aumentem os níveis novamente.



ARP (EJ/RCR) // ZO

By Impala News / Lusa


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