Enfermeiro admite que matou mais de 100 pessoas

O antigo enfermeiro utilizava substâncias dos hospitais em grande quantidade, fazendo de cobaia vários pacientes que acabavam por morrer.

Está instalada a polémica na Alemanha. Um enfermeiro já retirado do ativo, Niels Hoegel, confessou que matou mais de 100 pessoas enquanto trabalhava na área da saúde. O homem confessou ainda os crimes de dois assassinatos e três tentativas.

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Segundo a Euronews, este caso já é considerado «o maior julgamento de um assassino em série na Alemanha desde os julgamentos da Segunda Guerra Mundial». No entanto, estes crimes só começaram a ser detetados no ano de 2005, quando uma colega de trabalho viu Hoegel a envenenar um paciente.

«Também queremos esclarecimentos sobre o contexto dos eventos, como a responsabilidade de colegas e funcionários do hospital, mesmo que haja um julgamento separado para isso», anunciou a advogada que representa as famílias das vítimas mortais. Já um dos filhos das vítimas espera que saber «explicações e que este homem receba a punição justa, se isso existe. Espero também que, finalmente, possamos ultrapassar isto»

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Nielgs Hoegel injetava alegadamente todo o tipo de produtos químicos em pacientes, nas clínicas de Delmeshorst e Oldenburg, para ver a reação dos pacientes que lá passavam. Depois, tentava reanimar os doentes e ficava deprimido quando morriam. No entanto, Hoegel voltava a fazer o mesmo processo com outras pessoas. O ex-enfermeiro confessou que fazia isso «por andar aborrecido e querer provar aos colegas que era melhor do que eles».

As vítimas tinham idades compreendidas entre os 34 e 96 anos. Ajdmalin, Sotalol e Lidocaína foram algumas das substâncias utilizadas em sobredosagem que alterava a circulação e o ritmo cardíaco.

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