Encontro em bar de alterne termina em burla de 22 mil euros

“Tinha sete pagamentos: três de 23 euros e outros quatro de 3.500, quatro mil, cinco mil e dez mil euros. Tinham-lhe tirado da conta 22.569 euros.”

Encontro em bar de alterne termina em burla de 22 mil euros

Encontro em bar de alterne termina em burla de 22 mil euros

“Tinha sete pagamentos: três de 23 euros e outros quatro de 3.500, quatro mil, cinco mil e dez mil euros. Tinham-lhe tirado da conta 22.569 euros.”

“Visitei o site Badoo e apareceu uma imagem. Eu escrevi ‘senhora bonita’. A partir daí, ao longo de seis dias, choveram mensagens e chamadas para eu ir visitá-la. Aceitei e fui enganado”. Carlos, de 80 anos, contou no Tribunal de São João Novo como se tornou numa das 36 vítimas que caíram numa burla com cartões bancários, feita a partir de um bar de alterne na Rua do Cativo, na Sé, Porto. O reformado explicou que se encontrou com a mulher e foram até ao bar por sugestão dela. “Quando entrei, percebi logo: caí numa alhada”.

Tal como dá conta o Jornal de Notícias, bebeu café e a mulher pediu duas águas. A conta era de 23 euros. “Achei exorbitante, mas pensei: ‘deixa lá, vou pagar, para salvaguardar a minha pessoa'”. Só que tinha de ser com cartão, porque o patrão não estava, avisou a mulher ao balcão. Carlos viu 23 euros no visor e inseriu o código. Ela queixou-se de que não estava a dar e pediu para ele digitar novamente o código. “Fez isto 4 ou 5 vezes e depois ela disse: ‘está resolvido'”. Ele saiu com a acompanhante, que disse que ia buscar o carro, para irem depois para sua casa.

Carlos ficou sem 22 mil euros

Carlos esperou, esperou, mas nada. “Vi que fui burlado. Só à noite é que me deu um clique e me lembrei de ir ver a conta”. Ficou incrédulo. Tinha sete pagamentos que ascendiam à soma astronómica de 22.569 euros. A dona do bar, o companheiro, o filho, três alternadeiras e dois cúmplices estão a ser julgados por dezenas de crimes de burla. O esquema vigorou entre março de 2019 e junho de 2021 e usavam a covid-19 como desculpa para não aceitar dinheiro. Ontem, outra vítima, de 69 anos, explicou que não reparou no valor no terminal de pagamento porque, quando ia inserir o código, a senhora com quem marcara o encontro nas redes sociais puxava-o para si e distraía-o. Já um homem de 62 anos, que perdeu dois mil euros euros, contou que uma mulher simulou que estava a reiniciar o terminal de pagamento para justificar o seu manuseamento, com o cartão do cliente lá inserido. O julgamento prossegue.

Juízes consideram legal gerir alterne e arrendar quartos para prostituição
Decisão inédita em Portugal ignora artigo 169.º do Código Penal. “Quem, profissionalmente ou com intenção lucrativa, fomentar, favorecer ou facilitar o exercício por outra pessoa de prostituição é punido com pena de prisão”. (… continue a ler aqui)

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