Duas crianças morrem em explosão de uma mina antipessoal no centro de Moçambique

Duas crianças morreram na província da Zambézia, no centro de Moçambique, na sequência de uma explosão de uma mina antipessoal, disse hoje à Lusa fonte da Polícia moçambicana.

Duas crianças morrem em explosão de uma mina antipessoal no centro de Moçambique

Duas crianças morrem em explosão de uma mina antipessoal no centro de Moçambique

Duas crianças morreram na província da Zambézia, no centro de Moçambique, na sequência de uma explosão de uma mina antipessoal, disse hoje à Lusa fonte da Polícia moçambicana.

“A explosão ocorreu em 10 de dezembro e matou dois menores, um de 13 e outro de 16 anos”, disse Sidner Lonzo, porta-voz da Polícia da República de Moçambique naquela província do centro do país.

A mina explodiu após ser ativada por uma enxada, quando os dois adolescentes, que morreram no local, cultivavam num campo, na sede do distrito de Morrumbala, na província da Zambézia.

Após o incidente, as autoridades moçambicanas encontrar mais duas minas na mesma área, tendo ambas sido desativadas.

Durante este ano, as autoridades moçambicanas desativaram um total de sete minas na província da Zambézia.

Em setembro, na província de Tete, também no centro de Moçambique, quatro crianças perderam a vida devido a uma explosão de uma mina.

Moçambique declarou-se, em 2015, livre de minas antipessoais, ao fim de mais de duas décadas de um programa de desminagem em todo o país, que era um dos cinco mais ameaçados do mundo por este tipo de engenhos.

Iniciada após o fim da guerra civil em Moçambique, em 1992, a desminagem abrangeu quase todo o território.

Os dados do extinto Instituto Nacional de Desminagem indicam que tenham sido removidos cerca de 300 mil engenhos, a maior parte junto de linhas elétricas de alta tensão, barragens e linhas férreas.

Moçambique tornou-se, assim, no primeiro dos cinco países com mais engenhos a cumprir a sua obrigação do artigo 5.º do Tratado de Otava, que regula a desminagem em todo o mundo.

A meta é de declarar o mundo livre deste tipo de explosivos até 2025.

RIZR (HB) // VM

By Impala News / Lusa

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