Doentes morrem com cancro após serem submetidos a transplante

Entre os doentes estava uma criança de 16 meses.

Doentes morrem com cancro após serem submetidos a transplante

Doentes morrem com cancro após serem submetidos a transplante

Entre os doentes estava uma criança de 16 meses.

Três pessoas morreram com cancro da mama na Holanda. Testes de ADN revelaram que os dois homens e mulher perderam a vida pois os órgãos doados – de uma mulher – continham células cancerígenas, conta a revista científica American Journal of Transplantation. A senhora morreu em 2007 com 53 anos devido a AVC.

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Em alguns casos, cancro levou seis anos demonstrar reais efeitos

O mesmo relatório demonstra ainda que a probabilidade de se realizar um transplante de um órgão infetado é de um em dez mil. «A taxa extremamente baixa de transmissão de malignidades durante o transplante prova a eficiência das diretrizes atuais», refere Yvette Matser, redatora principal desse documento. A doença foi diagnosticada pela primeira vez num doente 16 meses depois do transplante, mas em alguns dos casos o cancro demorou seis anos demonstrar reais efeitos no corpo.

Primeira paciente a ser diagnosticada tinha 42 anos

A primeira paciente a ser diagnosticada com cancro – que já estava metastizado – foi uma mulher de 42 anos, que recebeu um transplante de pulmões e que morreu em 2009. Já os dois pacientes (um homem e uma mulher) que receberam um rim cada um só mostraram sinais de cancro da mama alguns anos depois. Já o outro homem, de 32 anos, o rim transplantado foi removido depois de o tumor ter sido detectado, em 2011 e, graças à quimioterapia, conseguiu curar-se. A receptora do fígado, uma mulher de 59 anos, não aceitou a remoção do órgão depois de ter sido diagnosticada e acabou por morrer.

«É um risco necessário, se não as pessoas morriam por não receberem o transplante»

«Estes casos são algo totalmente extraordinário. Ao mesmo tempo, é um risco necessário que há que correr porque senão as pessoas morriam por não receberem o transplante», refere Elisabeth Coll, diretora dos Serviços Médicos da Organização Nacional de Transplantes de Espanha ao jornal El País, acrescentando que não existe nenhum protocolo em que seja reconhecida a necessidade de testes para detetar um «fenómeno tão excecional».

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