Diretor de ballet afasta bailarina depois de ser mãe e acaba demitido

Os sindicatos já tinham pedido que Yorgos fosse demitido depois do coreógrafo ter perdido um recurso à sua condenação por discriminação contra a bailarina Karline Marion, em 2014.

Diretor de ballet afasta bailarina depois de ser mãe e acaba demitido

Diretor de ballet afasta bailarina depois de ser mãe e acaba demitido

Os sindicatos já tinham pedido que Yorgos fosse demitido depois do coreógrafo ter perdido um recurso à sua condenação por discriminação contra a bailarina Karline Marion, em 2014.

Yorgos Loukos, diretor do Ballet de Lyon, foi demitido depois de ter despedido uma bailarina de 34 anos que tinha sido mãe e que regressou ao trabalho depois de gozar a licença de maternidade.

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Os sindicatos já tinham pedido que Yorgos fosse demitido depois do coreógrafo ter perdido um recurso à sua condenação por discriminação contra a bailarina Karline Marion, em 2014. O diretor foi condenado a pagar a 5 mil euros de indemnização a Marion e uma multa de 1500 euros.

Este caso acontece depois de um protesto semelhante em 2018, quando Gaela Pujol, uma solista, foi demitida pelo Nice Ballet depois de ter engravidado pela segunda vez. A bailarina processa o diretor do ballet Eric Vu-An por crimes de discriminação e assédio.

Yorgos Loukos, de 69 anos, ocupava o cargo de diretor do Ballet de Lyon há 33 anos. Foi demitido na passada quinta-feira depois de o conselho de administração ter votado a sua saída.

Karline Marion teve um contrato temporário durante os cinco anos que passou na companhia de ballet. Quando tinha o seu lugar prestes a tornar-se permanente nos termos da lei de França, a bailarina foi dispensada dois dais depois de ter voltado da licença de maternidade.

O diretor disse às autoridades que pagam os salários que tinham afastado a bailarina por causa da «sua fraqueza física e estilística», acrescentando depois que o estilo de Marion era «clássico demais». Numa reunião com a bailarina, Yorgos afirmou: «Se entre 29 e 34 anos você fez um bom trabalho, embora não muito bom, não vai fazer muito melhor entre os 35 e os 40, principalmente com uma criança».

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