Detive privado de Bill Clinton alvo de brutal assassinato

Jack Palladino, de 76 anos, trabalhou para celebridades como Bill Clinton e Harvey Weinstein. Morreu após ter ficado gravemente ferido na cabeça numa tentativa de assalto.

Detive privado de Bill Clinton alvo de brutal assassinato

Detive privado de Bill Clinton alvo de brutal assassinato

Jack Palladino, de 76 anos, trabalhou para celebridades como Bill Clinton e Harvey Weinstein. Morreu após ter ficado gravemente ferido na cabeça numa tentativa de assalto.

Jack Palladino, reputado detetive privado de San Francisco, morreu nesta segunda-feira, 1 de fevereiro, aos 76 anos. Conhecido por ter clientes como Bill ClintonHarvey Weinstein, acabou por não resistir aos graves ferimentos resultantes do brutal ataque que sofreu.

O óbito foi confirmado pelo advogado da família, Melvin Honowitz que explicou que o seu cliente foi violentamente agredido no dia 28 de janeiro, tendo sido colocado em coma durante os dias seguintes, acabando por sucumbir no dia de ontem. Tal como escreve o The Chronicle, na origem do incidente terá estado a tentativa de roubo da valiosa câmara de Palladino. Tinha acabado sair de casa quando um carro com dois ocupantes parou à sua frente e um deles tentou roubar-lhe o objeto. Envolveram-se num confronto físico e a vítima acabou por ser atropelada, batendo com com a cabeça na estrada.

As autoridades de imediato iniciaram diligências e detiveram duas pessoas. Os dois indivíduos estão acusados dos crimes de tentativa de roubo, agressão com arma de fogo e abuso de idosos. As fotografias recuperadas da câmara foram de extrema importância para identificar os autores.

Uma carreira envolta em polémicas

Sempre polémico, Palladino era conhecido por gravar conversas confidenciais, contratar mulheres atraentes para a empresa e também fazer-se passar por jornalista para obter informações que, de outra forma, não teria acesso. Durante a campanha presidencial de 1992, foi contratado pela equipa de Clinton após a modelo e atriz Gennifer Flowers ter divulgado conversas telefónicas íntimas e privadas com o candidato Bill Clinton, alegando um envolvimento amoroso entre ambos.

Palladino foi contratado para descredibilizar Gennifer e conseguiu-o através da recolha de relatos de pessoas que afirmavam conhecê-la: ex-namorados e antigos patrões. Estas histórias pouco abonatórias foram posteriormente disseminadas pelos media a atriz foi apelidada de “mentirosa compulsiva”. Anos depois, o antigo presidente dos Estados Unidos acabou por confirmar o relacionamento de ambos.

Também Harvey Weinstein, outrora poderoso magnata do cinema que foi condenado a 23 anos de prisão por crimes sexuais, foi outra das celebridades que contratou a empresa de Palladino. Fê-lo para que este o defendesse das acusações de agressão sexual de que era acusado. Neste caso, Palladino criou dossiês com todo o tipo de informação sobre os jornalistas que escreviam sobre o caso e também sobre as alegadas vítimas do famoso produtor. O objetivo, tal como na estratégia utilizada com Bill Clinton, era o de encontrar qualquer detalhe que pudesse minar a confiança na idoneidade destas pessoas.

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