Detidos por suspeita de morte de criança em Setúbal chegaram ao tribunal

Os três detidos suspeitos pela morte de uma menina de três anos na segunda-feira, um homem e duas mulheres, entraram hoje no Tribunal de Setúbal pelas 17:35, para serem ouvidos em primeiro interrogatório judicial.

Detidos por suspeita de morte de criança em Setúbal chegaram ao tribunal

Detidos por suspeita de morte de criança em Setúbal chegaram ao tribunal

Os três detidos suspeitos pela morte de uma menina de três anos na segunda-feira, um homem e duas mulheres, entraram hoje no Tribunal de Setúbal pelas 17:35, para serem ouvidos em primeiro interrogatório judicial.

No final do interrogatório, o juiz determinará as medidas de coação a aplicar aos três suspeitos, detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de homicídio qualificado, rapto, extorsão e ofensas à integridade física. Os três detidos chegaram ao Tribunal em carros separados e entraram no edifício pela garagem, localizada nas traseiras. A PSP de Setúbal já tinha, entretanto, estabelecido um perímetro de segurança de forma a permitir a entrada dos detidos de forma segura.

Ao longo da tarde, conforme se constatou no local, dezenas de pessoas concentraram-se junto ao Tribunal de Setúbal. A morte da menina ocorreu na segunda-feira, depois de a mãe ter ido buscá-la a casa de uma mulher que identificou às autoridades como ama da criança. De acordo com a mãe, a menina esteve cinco dias ao cuidado da mulher e tinha sinais evidentes de maus-tratos, como hematomas, pelo que foi chamada a emergência médica.

A criança foi assistida na casa da mãe e transportada ao Hospital de São Bernardo, onde foi sujeita a manobras de reanimação, mas não sobreviveu aos ferimentos. Na quinta-feira, a Polícia Judiciária revelou que deteve três pessoas por suspeita do homicídio: uma mulher de 52 anos a quem a mãe da criança devia dinheiro, inicialmente identificada como ama, o seu marido, com 58 anos, e a filha, de 27 anos.

O coordenador da Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, João Bugia, adiantou que a mãe da menina e o padrasto foram também ouvidos durante a noite de quarta-feira na PJ, mas não foram constituídos arguidos. Segundo João Bugia, a mãe da menina foi “ardilosamente enganada” e levada a entregar a filha por conta de uma dívida de 400 euros que tinha para com a suspeita.

Nos cinco dias em que permaneceu na casa dos detidos, a criança terá sofrido maus-tratos severos. João Bugia revelou ainda que, apesar de haver algumas suspeitas iniciais de eventuais agressões sexuais contra a criança, esses indícios não foram confirmados na autópsia realizada na quarta-feira.

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