Desaparecida há dois anos, mulher é encontrada viva a boiar no mar

Desaparecida há dois anos, Angélica Gaitan é encontrada viva por dois pescadores. Mulher estava a boiar no mar.

Desaparecida há dois anos, mulher é encontrada viva a boiar no mar

Desaparecida há dois anos, Angélica Gaitan é encontrada viva por dois pescadores. Mulher estava a boiar no mar.

Já tinham passados dois anos desde que a família de Angélica Gaitan procurava, de forma desesperada, o paradeiro da mulher de 46 anos. A esperança era cada vez menor de encontrar Angélica com vida, algo que acabou por acontecer. A mulher foi encontrada por pescadores a boiar no mar. Estava de olhos fechados e com tanto frio que nem conseguia dizer uma palavra.

O momento do resgate foi gravado pelos pescadores, com o vídeo a tornar-se viral. É possível perceber o estado em que Angélica Gaitan estava, pois mal consegue responder aos pescadores que encontraram o seu corpo a dois quilómetros da praia em Puerto Colombia, na Colômbia. Rolando Visbal, um dos homens presentes no barco, faz perguntas a Angélica em espanhol e também em inglês, para ter a certeza de que estava a ser compreendido.

Angélica estava desaparecida há dois anos

Acabam por puxar a mulher para o barco. Segundo o jornal La Libertad, apesar de não conseguir falar, foi Angélica quem sinalizou o pedido de socorro, de modo a que os pescadores reparassem em si. Depois de resgatada, começa a chorar quando lhe é dada água para beber. “Eu nasci de novo, Deus não queria que morresse”, terão sido as suas primeiras palavras, de acordo com relatos locais.

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Até ao momento ainda não se sabe o que aconteceu ao longo dos dois anos em que esteve desaparecida. Angélica revelou à rádio RCN que era vítima de violência doméstica há 20 anos e que tentou escapar do marido, para que este não a matasse. “Durante 20 anos, tive um relacionamento tóxico, fui violada pelo meu ex-marido. O abuso começou na primeira gravidez, ele batia-me e agredia violentamente. Na minha segunda gravidez, o abuso continuou e não pude fugir porque as meninas eram pequenas”, diz.

Filhas defendem que mãe não está a dizer a verdade

“Muitas vezes denunciei, mas a polícia levava-o e 24 horas depois estava em casa novamente”, lamenta. Em setembro de 2018, altura em que a família deixou de ter notícias suas, fugiu depois de ter sido violentamente atacada. Angélica diz que viveu momento complicados durante seis meses em Barranquilla. Acabou por ser acolhida num abrigo para os mais necessitados. Nessa altura diz ter entrado numa depressão profunda. “Não queria continuar com a minha vida. Uma senhora deu-me bilhetes e apanhei um autocarro diretamente para o mar”, conta. Explicando também que o marido fez questão de a afastar de familiares e amigos a quem pudesse recorrer.

Por fim, Angélica revela que se recorda de estar na praia e de entrar na água. “Deixei-me levar e esperei que esse pesadelo acabasse”. Depois disto já não se recorda de mais nada. Por sua vez, as filhas de Angélica defendem que a mãe não diz a verdade sobre os abusos de que terá sido alvo. Esperam também poder estar com a mãe em breve, quando esta chegar a Bogotá.

Foto: DR

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