Cuidou da mãe que a abandonou sem nunca lhe dizer que era filha dela

Abandonada em bebé, uma mulher procurou a mãe biológica e cuidou dela sem revelar a sua verdadeira identidade quase uma década.

Cuidou da mãe que a abandonou sem nunca lhe dizer que era filha dela

Abandonada em bebé, uma mulher procurou a mãe biológica e cuidou dela sem revelar a sua verdadeira identidade quase uma década.

Uma mulher que tinha sido abandonada ainda recém-nascida passou vários anos à procura da mãe biológica. Quando finalmente soube a sua identidade, a jovem enfermeira cuidou da progenitora sem lhe revelar o laço sanguíneo. O segredo durou quase uma década. Phyllis Whitsell cresceu no orfanato Birmingham, em Coleshill, Inglaterra. Ao longo da sua infância, perguntou às freiras da instituição quem era a mãe. Disseram-lhe que tinha morrido uns meses após o seu nascimento. O pai também teria falecido meses antes do parto. Contudo, a jovem nunca acreditou na versão das responsáveis do orfanato. Aos quatro anos, foi adotada por uma família de Erdington. Os pais adotivos de Phyllis souberam da vontade da filha em procurar respostas. Sem hesitarem, ajudaram-na a conhecer a verdadeira história.

Cuidou da mãe, apesar de esta ser conhecida pelos vizinhos como «velha louca»

Aos 25 anos, grávida do primeiro filho, visitou o orfanato com os pais adotivos e exigiu documentos comprovativos da alegada morte dos pais biológicos. Descobriu, assim, que a mãe, Bridget Mary Larkin (conhecida como Tipperary Mary), estava viva. A mulher tinha graves problemas de alcoolemia e tinha traumas de uma vida marcada por abusos sexuais por parte do irmão mais velho. Phyllis descobriu, também, que a mãe a tinha visitado no orfanato várias vezes, sem lhe revelar a identidade, pois pretendia que fosse «adotada para ter uma vida melhor», justifica a mulher que cuidou da mãe sem nunca lhe ter dito nada. Com a ajuda de um amigo polícia, Phyllis ficou a saber que a mãe biológica, de 52 anos, vivia em más condições, num bairro da cidade de Birmingham. Era conhecida pelos moradores como «a velha louca Tipperary Mary», porque costumava gritar e ofender as pessoas na rua. «Acho que se me tivessem dito que era uma criminosa a teria aceitado na mesma. Estava decidida a conhecê-la. Pensei: é a minha mãe e aceitarei o que me derem e cuidarei dela se necessário», contou.

«Um dia, quando estava a ajudá-la a tomar banho, desabafou comigo e disse-me que tinha abandonado uma filha»

Phyllis fez a primeira visita à mãe com a bata de enfermeira, mas foi recebida «de coração aberto», pois a mulher acreditou que a jovem estaria a mando da segurança social para a ajudar. O equívoco não foi corrigido pela filha. «Um dia, quando estava a ajudá-la a tomar banho, desabafou comigo e disse-me que tinha abandonado uma filha e que nunca se perdoou pela decisão tomada. Ela sabia o nome do orfanato, da filha, que era eu, a data de nascimento e recordava, até, a roupa que me tinha vestido no dia em que me deixou ficar para trás», recordou. Esta conversa aconteceu 9 anos após o primeiro encontro. Durante esse período Phyllis visitou a mãe duas vezes por semana. Quando Bridget Mary Larkin lhe confessou a sua «culpa», a jovem decidiu revelar a sua verdadeira identidade. Bridget Mary Larkin faleceu em janeiro de 2019, altura em que a sua história de vida foi revelada.

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