Covid-19: Os cenários que a DGS prevê para outono/inverno

A estratégia DGS para responder à covid-19 no outono e inverno assenta em 3 cenários de evolução da pandemia, e tem o objetivo principal de minimizar casos de doença grave e de mortalidade.

Covid-19: Os cenários que a DGS prevê para outono/inverno

A estratégia DGS para responder à covid-19 no outono e inverno assenta em 3 cenários de evolução da pandemia, e tem o objetivo principal de minimizar casos de doença grave e de mortalidade.

A estratégia da Direção-Geral da Saúde para responder à covid-19 no outono e inverno assenta em três cenários de evolução da pandemia, e tem o objetivo principal de minimizar os casos de doença grave e de mortalidade pela doença. Com esta estratégia, pretende-se “garantir uma resposta eficiente e coordenada, ajustada à situação epidemiológica da infeção por SARS-CoV-2 e aos desafios adicionais do período outono/inverno, reduzindo o impacto na morbimortalidade na população em geral e nos grupos de risco”, avança o referencial divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O cenário 1 – o mais otimista – assume que não existem alterações na eficácia da vacina contra a covid-19, nem o aparecimento de uma nova variante de preocupação nos próximos meses. Nesta situação, Portugal deverá registar uma incidência do vírus moderada, com reduzida mortalidade e ocupação de cuidados intensivos, sem pressão adicional sobre o sistema de saúde. Em suma, a pandemia continua sob controle.

O cenário intermédio, os indicadores de mortalidade, internamentos e incidência da pandemia sobem todos para elevado, prevê-se uma redução lenta da efetividade da vacina, mas sem que surja uma nova variante. De acordo com os pressupostos e estimativas calculadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o limiar definido ao nível dos cuidados intensivos é ultrapassado na segunda quinzena de janeiro.

Pior cenário antevê variante que ‘escape’ às vacinas

Já no cenário considerado mais preocupante, está previsto o surgimento de uma nova variante, provocando uma redução rápida da eficácia da vacina, e um aumento da transmissibilidade do vírus e da gravidade da doença. Neste caso, a incidência será muito elevada, assim como a ocupação das unidades de cuidados intensivos dos hospitais portugueses, prevendo o INSA que o limiar seja ultrapassado mais cedo, logo na primeira quinzena de janeiro. Este cenário aponta ainda para uma mortalidade muito elevada e, de acordo com os cálculos do INSA, o limiar definido pode ser ultrapassado na segunda quinzena de dezembro.

Os pressupostos aos três cenários são o aumento da mobilidade da população, com a abertura das escolas e as festividades do Natal e final do ano), a cobertura vacinal crescente (cerca de 85% da população) e a eficácia vacinal de 70% para infeção e 95% para hospitalização. “Adicionalmente ao exposto nos três cenários anteriores, a ocorrência de períodos de temperaturas baixas e atividade epidémica intensa de outros vírus respiratórios – por exemplo, do vírus da gripe sazonal e o vírus sincicial respiratório –, podem condicionar o aumento da procura e pressão sobre o sistema de saúde, mesmo no cenário 1”.

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