Costa reconhece falhas em casos de violência doméstica mas diz que vítimas devem confiar no Estado

O primeiro-ministro, António Costa, reconheceu hoje a falta de articulação das instituições do Estado na deteção precoce da violência doméstica, mas considerou que as vítimas devem confiar no Estado.

Costa reconhece falhas em casos de violência doméstica mas diz que vítimas devem confiar no Estado

Costa reconhece falhas em casos de violência doméstica mas diz que vítimas devem confiar no Estado

O primeiro-ministro, António Costa, reconheceu hoje a falta de articulação das instituições do Estado na deteção precoce da violência doméstica, mas considerou que as vítimas devem confiar no Estado.

António Costa falava em Lisboa, após a assinatura de quatro protocolos que criam gabinetes de atendimento a vítimas de violência doméstica em seis comarcas.

Em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia, o chefe do Governo disse que “nem sempre há a articulação devida” entre as várias instituições, apesar do “muito trabalho” feito. António Costa assinalou, como exemplo, que nem sempre a avaliação de risco feita pelas forças de segurança (PSP e GNR) tem correspondência “noutras fases processuais”.

“Temos de conseguir atuar nas primeiras 72 horas após a denúncia para assegurar a proteção e prevenir”, afirmou.

Envergando uma gravata preta, o primeiro-ministro realçou que o dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica, que hoje se assinalou pela primeira vez sob iniciativa do Governo, demonstra que “é tempo de acabar com o silêncio e denunciar” e que as instituições servem para “cumprir o seu dever e agir” em vez de reagir.

“Temos perdido a oportunidade de conseguir a deteção precoce, a sinalização atempada, a devida avaliação de risco, a adoção das medidas de proteção (…). Muitas vezes, já estamos a reagir”, afirmou António Costa durante a sua intervenção, antes de falar aos jornalistas.

Apesar das falhas do Estado, o primeiro-ministro endereçou às vítimas de violência doméstica e de género uma “mensagem de confiança nas instituições”.

“Devem confiar nas nossas forças de segurança, magistraturas e sistema judicial, para que as denúncias que façam sejam devidamente tidas em conta, investigadas”, frisou, exortando outras entidades, como escolas e unidades de saúde, e a sociedade a sinalizarem casos.

 

 

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