Conferência Episcopal vai ao Vaticano debater abusos sexuais no seio da Igreja

A Conferência Episcopal Portugal (CEP) anunciou hoje uma reunião de trabalho, em Roma, entre membros do episcopado português e alguns Dicastérios da Santa Sé, para debater as questões dos abusos sexuais no seio da Igreja.

Conferência Episcopal vai ao Vaticano debater abusos sexuais no seio da Igreja

Conferência Episcopal vai ao Vaticano debater abusos sexuais no seio da Igreja

A Conferência Episcopal Portugal (CEP) anunciou hoje uma reunião de trabalho, em Roma, entre membros do episcopado português e alguns Dicastérios da Santa Sé, para debater as questões dos abusos sexuais no seio da Igreja.

Sem apontar a data da reunião, a CEP, em nota de imprensa, aponta que “a luta contra os abusos sexuais por parte de membros da Igreja ou no âmbito das suas atividades é uma prioridade para a Igreja”.

“A Conferência Episcopal Portuguesa tomou a iniciativa de criar uma Comissão independente para estudar este tema”, continua a nota, acrescentando que “sendo esta uma prioridade que interessa a toda a Igreja, torna-se oportuna e necessária a colaboração entre as Igrejas locais e as estruturas da Igreja universal que se ocupam deste tema a nível global”.

Assim, “terá lugar em Roma uma reunião conjunta de trabalho entre alguns membros do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa e alguns Dicastérios da Santa Sé”, conclui o comunicado emitido na noite de hoje.

Esta nota surge depois de, em Assembleia Plenária realizada em Fátima, em abril, o episcopado português ter reconhecido que o trabalho da comissão independente criada pela CEP e liderada por Pedro Strecht, é “muito positivo”.

No comunicado final dos trabalhos da Assembleia Plenária, a questão dos abusos ficou plasmada, sendo reconhecida “a importância das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis e consequente constituição de uma Coordenação Nacional para implementar procedimentos, orientações e esclarecimentos que possibilitem um melhor e mais articulado trabalho de todos”.

“Às pessoas que passaram pela dramática situação do abuso no âmbito eclesial, os Bispos reafirmam um sentido pedido de perdão, em nome da Igreja Católica, e o empenho em ajudar a curar as feridas. Agradecem também a quem se aproximou para contar a sua dura história, superando compreensíveis resistências interiores”, lê-se no comunicado, que referia também a passagem pela Assembleia Plenária de todos os membros da Comissão liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht, reafirmando que o seu objetivo é “estudar este drama na vida da Igreja”, para chegar, “de forma inequívoca e eficaz, ao esclarecimento e à verdade dos factos através do estudo dos Arquivos Históricos existentes em cada Diocese, num trabalho de colaboração e confiança mútua com cada bispo diocesano”.

Até agora, a comissão recebeu já mais de 300 denúncias, tendo encaminhado para o Ministério Público 16, como foi divulgado no dia 10 de maio, numa conferência sobre o tema, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

 

JLG //RBF

 

By Impala News / Lusa

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