“Coletes amarelos” tentam bloquear trânsito, acessos ao IC2 cortados em Leiria

Perto de uma centena de manifestantes do protesto dos “coletes amarelos” condicionaram hoje o trânsito numa rotunda junto ao Estádio Municipal de Leiria, cidade onde a circulação de e para o IC2 foi cortada pela polícia.

Perto de uma centena de manifestantes do protesto dos “coletes amarelos” condicionaram hoje o trânsito numa rotunda junto ao Estádio Municipal de Leiria.

Perto das 09:00, os participantes concentraram-se na rotunda da Almoínha Grande, onde o fluxo de trânsito ficou reduzido com o corte das ligações ao Itinerário Complementar (IC) 2, constatou a Lusa no local.

Tal como noutras cidades, os manifestantes procuram ocupar as passadeiras de peões para dificultarem a circulação automóvel, enquanto a polícia vai contrariando essas intenções, afastando os manifestantes, sem até ao momento se registarem incidentes.

Em Aveiro, às 09:00, a Estrada Nacional 109, junto ao nó de acesso à Autoestrada 25, foi cortada momentaneamente por cerca de 40 elementos do protesto.

A PSP conseguiu desbloquear a estrada, mas os “coletes amarelos” voltaram minutos depois a fazer dois novos cortes.

Os participantes, que cantaram o hino, têm empunhado cartazes com inscrições como “não tem perigo, o povo é sereno, o povo autoriza” e reivindicações: aumento do salário mínimo para 100 euros, redução dos impostos e “democracia pura”.

Em Viseu, no Rossio, cerca de quatro dezenas de manifestantes estão também a condicionar o trânsito enquanto atravessam continuamente as passadeiras.

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A praça está a receber desde as 07:00 de hoje manifestantes, a “conta-gotas”.

“Estamos a contar com 300 a 400 pessoas ao longo do dia aqui no Rossio e vamos tentar causar algum impacto na via de trânsito com passagens alternadas nas passadeiras. Vamos ficar até às 00:30, que foi a hora que colocámos no documento entregue à Câmara”, disse à Lusa um dos organizadores.

Um cenário semelhante de tentativas de bloquear o tráfego tem sido registado durante a manhã no Marquês de Pombal, em Lisboa, e no nó de Francos, no Porto.

Na sua página na rede social Facebook, a PSP “reforça que não serão permitidos bloqueios nas estradas”.

“O único bloqueio autorizado observa-se no Nó de Infias — Braga, devidamente validado pela autoridade competente”. Em mais nenhum outro local serão permitidos bloqueios nas estradas. A PSP continua a apelar ao civismo de todos os portugueses”, refere ainda a mensagem.

Ali, todas as entradas norte à cidade, na rotunda das Infias, estão bloqueadas por mais de meia centena de “coletes amarelos” desde as 06:00, tendo-se registado já algumas altercações com automobilistas que tentavam passar, mas sem gravidade.

Segundo constatou a agência Lusa no local, mais de meia centena de “coletes amarelos” deram pontapés e atiraram garrafas a viaturas que tentaram furar o bloqueio.

Apesar do bloqueio com pesados e ligeiros, existe no local uma “faixa de segurança na via” para a passagem de viaturas de emergência.

Entretanto, às 08:15, a Autoestrada 8 tinha três quilómetros de fila a chegar às portagens de Loures, no distrito de Lisboa, segundo fonte da Autoestradas do Atlântico.

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Fonte do Destacamento de Trânsito de Torres Vedras confirmou que o trânsito está a circular com lentidão.

Já nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, importantes pontos de acesso a Lisboa, a circulação tem estado a fazer-se sem impacto do protesto ou mesmo de uma forma mais rápida do que o habitual num dia útil de manhã.

Sem qualquer perturbação e sem a presença de “coletes amarelos” têm estado também o trânsito no Túnel do Marão (entre Amarante e Vila Real), a Coluna do Infante, no Funchal, os acessos da Covilhã à Autoestrada 23 e a rotunda dos Golfinhos, em Setúbal, junto à entrada da Autoestrada 12, outros pontos assinalados pelos promotores do protesto de hoje.

O protesto em Coimbra levou mais polícia do que manifestantes até à rotunda da Casa do Sal, um dos pontos de entrada na cidade, onde o trânsito automóvel fluiu sem bloqueios.

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Cerca de três dezenas de pessoas pouco mais conseguiram fazer do que desfilar pela rua em redor da rotunda, sem nunca conseguirem parar o trânsito e concentrar-se numa faixa de rodagem previamente fechada pelas autoridades policiais.

Os manifestantes foram contestando a ação da PSP, que a determinada altura os remeteu para os passeios laterais, mas também a falta de adesão ao protesto convocado através das redes sociais.

Cerca das 08:30, o grupo dividiu-se em dois pequenos grupos, tendo um deles divergido para a saída do Itinerário Completar 2 (IC2), a cerca de 500 metros da rotunda da Casa do Sal, intenção frustrada pelos agentes policiais, tendo essa iniciativa cessado pelas 09:10.

Na Guarda, perto das 09:00, o número de manifestantes era de 16, sem haver registo de problemas no trânsito.

O trânsito no Itinerário Complementar (IC) 19 fluiu hoje de manhã como não é habitual nesta via que liga Lisboa a Sintra.

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“A esta hora costuma estar tudo parado. As pessoas vieram mais cedo e já devem estar em Lisboa”, comentou, pelas 07:30, o empregado de um posto de abastecimento de combustível no Cacém.

O tráfego fazia-se nos dois sentidos sem congestionamentos, situação que se manteve durante o período da hora de ponta da manhã, sem que se desse por muitos sinais do protesto

 

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