Centenas de funcionários da PJ concentrados para exigir medidas do Governo

Centenas de funcionários da PJ concentraram-se hoje junto à sede desta polícia, em Lisboa, após uma semana de greve parcial, em defesa da revisão da lei orgânica da PJ e de matérias ligadas à carreia e ao reforço de pessoal.

Centenas de funcionários da PJ concentrados para exigir medidas do Governo

Centenas de funcionários da PJ concentrados para exigir medidas do Governo

Centenas de funcionários da PJ concentraram-se hoje junto à sede desta polícia, em Lisboa, após uma semana de greve parcial, em defesa da revisão da lei orgânica da PJ e de matérias ligadas à carreia e ao reforço de pessoal.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ, Ricardo Valadas, considerou que o balanço da greve foi “histórico”, salientando a elevada adesão dos funcionários da PJ ao protesto e o “sentimento de revolta” geral pelo incumprimento das reivindicações.

Quanto às reivindicações, Ricardo Valadas lembrou que a lei orgânica da PJ tem 20 anos e está completamente desfasada da realidade criminal que aquela polícia investiga todos os dias. Além disso, estão pendentes questões relativas à carreira e ao reforço de meios humanos e materiais.

“Não se pode combater a corrupção quando não entra aqui (PJ) um homem há cinco anos e todos os anos saem pessoas, e todas as semanas saem pessoas para o privado, porque a carreira (na PJ) tem sido esquecida pelos últimos governos”, vincou.

Ricardo Valadas enfatizou que o protesto é uma luta em prol do Estado Social e da democracia e, ao mesmo tempo, uma manifestação contra o “ultraje” e a “injustiça” do “banditismo bancário” que assolou a sociedade portuguesa nos últimos anos.

A direção da ASFIC vai entregar ainda hoje uma carta à ministra da Justiça, em que expressa a “indignação” e a “revolta” dos funcionários da PJ pela situação vivida naquela polícia, embora admita que Francisca Van Dunem tem feito esforços para resolver os problemas da PJ, mas que tal só é possível com as assinaturas do ministro das Finanças e do primeiro-ministro.

“É óbvio que sem o apoio do ministro das Finanças e a assinatura do primeiro-ministro tudo o que seja contratação de pessoas ou alteração estatutária da PJ não podem sem materializadas”, acentuou.

Ricardo Valadas reiterou o desafio para que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visite a PJ para se inteirar dos problemas desta polícia que combate a corrupção e o crime económico, bem como a criminalidade mais grave, organizada e violenta.

“É o Presidente da República que deve erguer a bandeira da PJ em defesa da instituição”, declarou o presidente da ASFIC, revelando que já foi enviado um convite formal a Marcelo Rebelo de Sousa para o efeito, embora não haja resposta do Chefe de Estado.

Também o Governo, acrescentou, deve investir na PJ e “alimentar em ações” concretas aquilo que são os “discursos políticos de combate à corrupção” e aos restantes crimes económico-financeiros.

Na quarta-feira, a direção da ASFIC/PJ reúne-se para analisar a situação e ponderar novas formas de luta.

FC (CC) // JMR

By Impala News / Lusa

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