Caso Gijón. Portugueses dizem que tomaram pequeno-almoço com as raparigas

Suspeitos de terem violado duas raparigas revelam que as supostas vítimas até tomaram o pequeno-almoço com eles antes de saírem. Perícias médico-legais efetuadas às raparigas não terão detetado qualquer lesão compatível com agressões ou violência sexual.

Caso Gijón. Portugueses dizem que tomaram pequeno-almoço com as raparigas

Caso Gijón. Portugueses dizem que tomaram pequeno-almoço com as raparigas

Suspeitos de terem violado duas raparigas revelam que as supostas vítimas até tomaram o pequeno-almoço com eles antes de saírem. Perícias médico-legais efetuadas às raparigas não terão detetado qualquer lesão compatível com agressões ou violência sexual.

Os quatro portugueses acusados de terem violado duas raparigas espanholas em Gijón entregaram dois vídeos que provam que não houve coação ou agressão sexual. Os lusos garantem que foram os quatro ao encontro das jovens e entraram todos juntos no hotel. Mais: antes de sair, elas tomaram o pequeno-almoço com eles, o que contraria a tese de violação.

O advogado Germán Inclán já entregou um recurso a pedir a libertação dos dois jovens que ainda se encontram presos nas Astúrias. Por ter caráter de urgência, a decisão pode mesmo vir a ser conhecida nos próximos dias. Caso exista acusação formal, o advogado dos portugueses estima que o julgamento só se iniciará dentro de um ano, um ano e meio.

De acordo com o JN, as autoridades espanholas já têm na sua posse o telemóvel de um dos portugueses com dois vídeos que comprovarão que as alegadas vítimas estiveram sempre de livre vontade com o grupo. Num deles, as raparigas aparecem a dançar de modo sensual com os jovens na sala. O outro, gravado no quarto, mostra uma delas envolvida sexualmente com os dois rapazes entretanto libertados. Em ambos, as mulheres aparecem sempre divertidas.

Sem lesões compatíveis com agressão sexual

Para além do testemunho dos jovens, a defesa acena com as perícias médico-legais efetuadas às duas raparigas que não terão detetado qualquer lesão compatível com agressões ou violência sexual. Os portugueses afirmam que combinaram um encontro com as jovens através de uma rede social e foram todos ter com elas ao bar. Depois, os seis dirigiram-se para o apartamento onde se envolveram sexualmente, sempre de modo consensual. Frisam que antes de se irem embora, até tomaram o pequeno-almoço juntos.

Nessa manhã do dia 24 de julho, as jovens, com 22 e 23 anos, queixaram-se à Polícia espanhola de que tinham sido emboscadas, agredidas e forçadas a manter relações sexuais dentro do apartamento dos jovens. Os portugueses foram surpreendidos pela autoridades e acabaram mesmo por ser detidos ainda na mesma manhã. Dois dos suspeitos continuam presos.

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