Brinquedos: Acabaram as bonecas para as meninas e os carros para os meninos

Acordo entre o Governo Espanhol e as marcas de brinquedos determina que publicidade aos artigos para os mais pequenos deixa de ter associações exclusivas a géneros.

Brinquedos: Acabaram as bonecas para as meninas e os carros para os meninos

Brinquedos: Acabaram as bonecas para as meninas e os carros para os meninos

Acordo entre o Governo Espanhol e as marcas de brinquedos determina que publicidade aos artigos para os mais pequenos deixa de ter associações exclusivas a géneros.

A publicidade a brinquedos deixa de ser sexista. Acabam assim as habituais associações exclusivas das bonecas às meninas ou dos carros aos meninos. Trata-se de algo que está em vigo em Espanha desde 1 de dezembro e que resulta de um acordo entre o Governo espanhol e as marcas de brinquedos.

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“Como regra geral, as mensagens publicitárias de brinquedos evitarão mostrar preconceitos de género na apresentação que fazem das meninas e dos meninos, fomentando uma imagem plural e igualitária dos papes que podem adotar com o fim de favorecer e facilitar a sua livre escolha de brinquedos”, pode ler-se no ponto 35.º do novo Código de Autorregulação da Publicidade Infantil de Brinquedos que já está em vigor em Espanha.

Nas publicidades a brinquedos com várias crianças “evitar-se-á que sejam apenas de um sexo”

O objetivo passa por colocar um ponto final na associação exclusiva das raparigas a “brinquedos que reproduzam papéis de cuidadores, trabalho doméstico e beleza pessoal” e dos meninos a “brinquedos que potenciam a experimentação, a atividade física ou o desenvolvimento tecnológico”. Assim, nas publicidades com várias crianças “evitar-se-á que sejam apenas de um sexo”, ao mesmo tempo que se evitam “representações que deem uma imagem sexualizada das meninas, evitando que apareçam vestidas e maquilhadas como mulheres adultas e referenciadas como ‘sexy’ ou que evoquem o dever de agradar ao sexo masculino”. Os brinquedos deixam ainda de ter a indicação “expressa ou tácita” de que se destinam a um género.

Ficou também acordado que os fabricantes vão tentar acabar com o uso de gamas de cores associadas aos dois géneros. Ou seja, cor de rosa para as meninas e azul para os meninos. Os criadores “devem promover a diversidade e a igualdade de género e tentar utilizar uma linguagem inclusiva”, pode ler-se no documento. Está também definido que os anúncios a brinquedos não podem conter imagens “que incitem à discriminação ou tratamento vexatório” de minorias, “tentando sempre oferecer imagens que representem perfis plurais”. Sempre que possível, as publicidades devem “apresentar modelos positivos a seguir, estimulando um consumo saudável, responsável e sustentável”.

Texto: Bruno Seruca; Fotos: Shutterstock

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