Bombeiros lamentam que Proteção Civil não tenha regularizado dívidas em 24 horas

A Liga dos Bombeiros lamentou hoje que a Proteção Civil não tenha regularizado as dívidas, considerando que esta situação coloca os bombeiros numa situação de “sufoco financeiro”.

Bombeiros lamentam que Proteção Civil não tenha regularizado dívidas em 24 horas

Bombeiros lamentam que Proteção Civil não tenha regularizado dívidas em 24 horas

A Liga dos Bombeiros lamentou hoje que a Proteção Civil não tenha regularizado as dívidas, considerando que esta situação coloca os bombeiros numa situação de “sufoco financeiro”.

Lisboa, 11 out 2019 (Lusa) — A Liga dos Bombeiros Portugueses lamentou hoje que a Proteção Civil não tenha regularizado as dívidas em 24 horas, considerando que esta situação coloca os bombeiros numa situação de “sufoco financeiro” que “pode pôr em causa o socorro”.

“Não foram regularizados os pagamentos e alertamos os portugueses que, caso aconteça uma situação anormal, a responsabilidade deve ser única e exclusivamente atribuída à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)”, disse à agência Lusa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

Jaime Marta Soares acrescentou que os bombeiros vão cumprir com a sua função, mas se existirem “problemas de falta de socorro, tal não deve ser atribuído às associações humanitárias, que estão numa situação de “sufoco financeiro”, mas sim a ANEPC.

Na quinta-feira, a LBP exigiu à Proteção Civil a “regularização dos pagamentos” às associações num prazo de 24 horas relativos a despesas feitas pelas associações de bombeiros em 2019 e 2018, sobretudo no combate a incêndios florestais.

Jaime Marta Soares disse à Lusa que hoje a Liga recebeu uma comunicação do gabinete do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a dar conta de que o presidente da ANEPC explicou que está aguardar que o Ministério das Finanças faça uma transferência de seis milhões de euros.

“Não temos nada a ver com isso. A ANEPC sabe que tem compromissos financeiros com os bombeiros”, sublinhou, referindo que as despesas são definidas na diretiva financeira e operacional aprovada pela Proteção Civil no início de cada ano.

Segundo o presidente da LBP, os seis milhões de euros são “uma parte” da dívida, existindo ainda “milhões de euros” referentes a despesas extraordinárias feitas pelos corpos dos bombeiros durante os incêndios de 2018 e deste ano, como alimentação, combustíveis e reparações.

Para Jaime Marta Soares, esta situação de falta de pagamento aos bombeiros “é histórica” e trata-se de “um desrespeito”.

A Lusa pediu esclarecimentos ao Ministério da Administração interna e à ANEPC mas ainda não obteve respostas.

CMP // HB

By Impala News / Lusa

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